O exército do Irão lançou esta segunda-feira, 31 de agosto, um ataque com dezenas de drones contra a base norte-americana Al-Manhad nos Emirados Árabes Unidos, em resposta ao bombardeamento de Washington sobre a ilha iraniana de Larak, realizado horas antes. O ataque ocorreu nas primeiras horas da manhã e teve como alvo instalações onde se encontrava pessoal e helicópteros norte-americanos.
O Comando Central militar dos EUA (Centcom) confirmou ter levado a cabo um ataque de precisão contra duas plataformas destinadas ao lançamento de foguetes carregados com minas marítimas que Teerão se preparava para lançar no estreito de Ormuz. Segundo o Centcom, a colocação de minas pela Guarda Revolucionária representava uma ameaça iminente, e o ataque teve como objetivo proteger os marinheiros civis, o transporte marítimo comercial e o livre fluxo do comércio mundial. Este ataque dos EUA foi a primeira ação militar contra Teerão em cerca de um mês.
O exército iraniano indicou que o ataque aos Emirados foi em retaliação pela morte de membros da Guarda Revolucionária e de civis num ataque dos EUA contra a ilha de Larak. Horas antes, a Guarda Revolucionária Islâmica tinha já lançado mísseis e drones contra duas bases norte-americanas na Jordânia, que afirmou ter abatido oito mísseis sem causar danos ou vítimas.
A Guarda Revolucionária afirmou ainda, horas depois, ter conseguido abater um drone norte-americano MQ9 de longo alcance sobre o estreito de Ormuz, tendo este caído na água, sem fornecer mais detalhes sobre o incidente.




