António Avelãs Nunes é uma figura maior da crise académica de 1962, doutor pela Universidade de Coimbra e marxista desde que se lembra de si. O artigo acompanha uma viagem pelas suas memórias e ortodoxias.
Nunes descreve-se como alguém que sempre seguiu a doutrina marxista de forma convicta. Durante a crise académica de 1962, tornou-se uma referência importante naquele período conturbado da história universitária portuguesa.
Em relação à sua formação, revela que nunca conseguiu ler o "Mundo de Aventuras", uma publicação da época, justificando que "aquela vida não tinha nada que ver com a sua", sugerindo uma distância entre o seu percurso e as experiências mais comuns da juventude portuguesa do seu tempo.
Sobre a geopolítica europeia, mantém uma posição ortodoxa ao afirmar que a Europa só é Europa com a Rússia, uma visão que reflete a sua perspetiva marxista sobre o papel da Rússia no continente europeu.




