EUA atingem lançadores de 'rockets' iranianos na ilha de LarakFoto de Luis Bettiol no Pexels
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EUA atingem lançadores de 'rockets' iranianos na ilha de Larak

Eco31 de agosto de 2026 às 07:37

As forças norte-americanas atingiram lançadores de rockets iranianos na ilha de Larak, no Estreito de Ormuz, numa operação que é descrita como a primeira ação militar dos Estados Unidos na região em cerca de um mês. O Comando Central militar dos EUA (Centcom) confirmou a realização de um ataque de precisão contra duas plataformas destinadas ao lançamento de foguetes carregados com minas navais que Teerão se preparava para lançar no estreito. Meios de comunicação iranianos semioficiais noticiaram sons de explosões nas proximidades da ilha iraniana, que se situa nas imediações do estratégico estreito, no golfo Pérsico. Um responsável norte-americano adiantou à CNN que foram utilizados drones para realizar a operação.

As forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica foram observadas a preparar-se para lançar foguetes com minas navais para o estreito, o que o Centcom considerou representar uma ameaça iminente. O Irão confirmou através da televisão estatal que houve "o martírio e ferimentos de vários combatentes e compatriotas", tendo pelo menos duas pessoas morrido e outras duas ficado feridas no ataque. A Guarda Revolucionária garantiu que o ataque irá "resultar na punição do agressor" e anunciou o lançamento de ataques contra bases militares norte-americanas na Jordânia.

Os EUA refutaram a declaração da Guarda Revolucionária de que o ataque foi "um ato de agressão", afirmando que "o Irão criou a ameaça e as forças armadas dos EUA eliminaram-na para proteger os marinheiros civis, o transporte marítimo comercial e o livre fluxo do comércio mundial". A remoção de minas navais das rotas de navegação internacional no estreito tinha sido concluída pela forças militares norte-americanas na semana anterior.

A guerra entre os Estados Unidos e o Irão completou seis meses sem que Washington tenha conseguido eliminar o programa nuclear iraniano ou provocar uma mudança de regime em Teerão. O conflito deixa como rasto uma crise energética mundial, repercussões à escala global no custo de vida, um Médio Oriente ainda mais instável e

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