Referendo. União Europeia respeita "não" da Islândia e primeira-ministra fala em "vitória para a democracia"Foto de Marta Branco no Pexels
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Referendo. União Europeia respeita "não" da Islândia e primeira-ministra fala em "vitória para a democracia"

Jornal Económico31 de agosto de 2026 às 07:00

A Islândia rejeitou em referendo a reabertura das negociações de adesão à União Europeia, com 52,8% dos votos (118.040) a votarem "não" e 47,2% (105.339) a votarem "sim". O referendo decorreu no último fim de semana, com os resultados finais conhecidos no domingo 30 de agosto, recusando a retoma de um processo de adesão que tinha sido suspenso em 2013.

A primeira-ministra social-democrata Kristrún Frostadóttir considerou o resultado "uma vitória para a democracia" e não um revés, afirmando que o seu governo não retomará as negociações de adesão durante esta legislativas, que termina em 2028. A recusa congela qualquer discussão sobre a adesão islandesa pelo menos até essa data.

O resultado é descrito como um revés estratégico para a UE num contexto de aproximação de Donald Trump ao Atlântico Norte, com interesse no controlo das pescas e da agricultura, que representam 40% das exportações islandesas, e na Gronelândia. A Islândia, cuja defesa é assegurada pelos Estados Unidos e pela NATO, enfrenta preocupações crescentes com a soberania e o controlo nacional, que acabaram por prevalecer sobre os argumentos de segurança dos defensores do "sim".

A União Europeia, através do presidente do Conselho Europeu António Costa, manifestou pleno respeito pela decisão democrática do povo islandês, reiterando que a Islândia continua a ser um dos parceiros mais próximos e de maior confiança dos 27 Estados-membro, nomeadamente através do Espaço Económico Europeu.

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