Os Certificados de Aforro Série F voltaram a superar a oferta dos bancos em todos os prazos de investimento, segundo o Benchmark de Taxas de Juro de setembro, que analisou 157 produtos entre 3 e 36 meses. O Estado oferece taxas de 2,50% em 3 meses e 2,69% em 3 anos, se posicionando no topo sem exceção. A taxa média dos Certificados de Aforro fica em 2,56%, enquanto a média dos depósitos bancários nos cinco maiores bancos — Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP, Santander, Novobanco e BPI — varia entreuns modestos 0,98% e 1,58%.
Os bancos só conseguem igualar essas taxas quando oferecem produtos digitais para captar dinheiro novo. É o caso do Bankinter, que paga 2,50% no Depósito Digital em 3 meses e no Boas Vindas Net em 6 meses, mas só para novos clientes e novos capitais. Quando essas condições caem, a oferta recua para entre 0,70% e 1,50%. A diferença entre os Certificados de Aforro e os melhores produtos de massa, como o Depósito App 3 meses da CGD a 1,80%, pode chegar a 70 a 75 pontos base.
Em 6 meses, os Certificados de Aforro mantêm os 2,50%, seguidos pelo Bankinter a 2,50% e 2,25%. A partir daí, a curva desce rapidamente: Montepio e CGD oferecem 2,00%, mas o Santander paga apenas 1,15% e o BPI 1,25%. Em 12 meses, os Certificados pagam 2,52%, e em 18 meses, só o Montepio com o Poupança Super consegue chegar aos 2,00%. Nos prazos mais longos de 2 e 3 anos, onde a oferta bancária se reduz drasticamente, o Estado sobe para 2,64% e 2,69%, respectivamente.
Os Certificados de Aforro se destacam ainda pela acessibilidade, com valor de assinatura inicial de apenas 100 euros, sem necessidade de produtos vinculados e com liquidez total após o primeiro trimestre. O que setembro confirma é que os bancos portugueses desistiram de competir por prazo com o Estado e passaram a competir entre si apenas por liquidez nova e por canal digital, mantendo taxas elevadas condicionadas a novos capitais e assinatura online.




