O artigo questiona a influência de Luís Miguel Sousa na Madeira, alegadamente através de um monopólio nos portos que encarece todos os produtos na região. O texto descreve como Eduardo Jesus e Miguel Albuquerque terão sido "convertidos" após inicialmente ameaçarem esse monopólio, tornando-se depois "os maiores contempladores do avanço desse mesmo monopólio". A Naviera Armas terá sido "misteriosamente afastada" e a cadeia LIDL, com capacidade para operar cargueiros próprios, foi "sucessivamente manietada ou travada no terreno".
O artigo denuncia fretes elevadíssimos na Madeira que alimentam uma cadeia de valor completa de cargueiros, estiva, frio, camionagem, transitários, combustíveis, gás natural e armazéns. Os Correios de Portugal também são apontados como entidade focada no lucro, enviando encomendas expresso por carga marítima. A região apresenta a maior inflação do país no custo de vida e na habitação, com concertação de preços nos supermercados.
O Diário de Notícias, propriedade do próprio Luís Miguel Sousa, é acusado de promover estudos que beneficiam os seus interesses, defendendo a favor de um ferry Madeira-Continente sem limitações. O artigo questiona quem investiga a carga quando o dono do jornal é o dono do navio, referindo-se também à GNR ter sido "visada" pelo senhor em questão.
O texto conclui que a insularidade na Madeira não é uma fatalidade geográfica, mas sim um negócio gerido por quem controla os portos, combustíveis, distribuição, recolha de resíduos e meios de comunicação. A Autoridade da Concorrência mantém-se em silêncio cúmplice e o Governo Regional prefere financiar a continuidade territorial a fundo perdido em vez de exigir transparência, questionando diretamente: "Luís Miguel Sousa governa a Madeira? Sim! Sem ser eleito mas com muitos mandaretes no Governo."




