Missão Chumviyere — Missão cumprida – Tijolo a Tijolo
Jornal Novo Regional30 de agosto de 2026 às 20:17
Chegou ao fim a Missão Chumviyere, uma missão de voluntários que partiram para o Quênia com o objetivo de construir uma escola. Participaram desta ação voluntários provenientes de Sobrado e Ermesinde, tendo a delegação partido hoje de regresso do Quênia. O sobradense António Santos redigiu um texto de balanço para o Jornal Novo Regional, felicitando todos os envolvidos pela concretização desta ação solidária.
A escola em Chumviyere foi totalmente construída, mobiliada e preparada para receber crianças, dispondo de banheiros, cozinha e refeitório. Foi igualmente criado um espaço de recreio com brinquedos, iluminado por painéis solares instalados em todo o redor do recinto, transformando o local num ponto de encontro, aprendizagem e alegria para a comunidade.
Os voluntários não se limitaram à construção do edifício, deixando ainda alimentos suficientes para cerca de dois meses, roupas e calçado para centenas de crianças, mais de 250 pares de Crocs e uma garrafa individual para cada criança. Foi também instalada uma máquina de água e disponibilizados vários garrafões para garantir um ponto de abastecimento essencial para as necessidades diárias da comunidade.
A missão ficou marcada pela união de muitas mãos, muitos quilômetros e muitos corações em torno de um mesmo propósito: transformar vidas e fortalecer uma comunidade. Os voluntários destacaram que, tijolo a tijolo, construíram uma escola, criança a criança, construíram esperança, e comunidade a comunidade, construíram um futuro para aqueles que deixam para trás, mas que continuará a crescer e a transformar vidas.
Chegou ao fim a Missão Chumviyere, traduzida num trabalho de voluntários em construir uma Escola no Quénia. Recorde-se que estiveram presentes voluntários de Sobrado e Ermesinde. Em jeito de balanço, o sobradense António Santos escreveu um texto para o JNR publicar. Parabéns por mais esta ação. É assim que se deixa uma marca na vida. A delegação partiu hoje do Quénia. Boa viagem.
“Chegámos a Chumviyere com um sonho no coração e partimos com a emoção profunda de saber que, juntos, conseguimos transformá-lo em realidade. A nossa missão ficou concluída: a escola foi construída, mobilada e preparada para receber as crianças, com casas de banho, cozinha e refeitório. Criámos também um espaço de recreio com brinquedos, iluminado por painéis solares que compramos e colocamos a toda a volta do recinto, permitindo que aquele lugar continue a ser um ponto de encontro, de aprendizagem e de alegria para toda a comunidade. Não nos ficámos pelas paredes. Deixámos alimentos suficientes para cerca de dois meses, contribuindo para que as crianças possam continuar a aprender com mais tranquilidade, segurança e dignidade, sem que a fome lhes roube a oportunidade de sonhar.
Vestimos centenas de crianças, levando roupa e calçado a quem tem tão pouco. Oferecemos mais de 250 pares de Crocs e entregámos a cada criança uma garrafa individual. Instalámos também uma máquina de água e disponibilizámos vários garrafões, garantindo um ponto de abastecimento essencial para as suas necessidades diárias e para uma vida mais saudável. Mas, acima de tudo, deixámos muito mais do que uma escola. Deixámos um lugar onde cada criança pode aprender, brincar e imaginar um futuro diferente. Deixámos dignidade, esperança, oportunidades e a certeza de que alguém acredita profundamente no valor e no futuro destas crianças. Foi uma missão feita de muitas mãos, muitos quilómetros, muitas dificuldades e, sobretudo, muitos corações unidos por um mesmo propósito: transformar vidas e fortalecer uma comunidade inteira. Cada parede erguida representa uma oportunidade. Cada sala preparada guarda sonhos. Cada sorriso que recebemos recorda-nos que nenhum gesto é pequeno quando nasce da solidariedade. Tijolo a tijolo, construímos uma escola. Criança a criança, construímos esperança. Comunidade a comunidade, construímos um futuro. Chumviyere fica para trás, mas aquilo que ali construímos continuará a crescer, a inspirar e a transformar vidas, muito depois de partirmos.”
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