Susana foi a um parque aquático no Algarve nos anos 90 e duas pessoas caíram-lhe em cima: acidente deixou-a tetraplégica mas voltou a andarFoto de João Saplak no Pexels
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Susana foi a um parque aquático no Algarve nos anos 90 e duas pessoas caíram-lhe em cima: acidente deixou-a tetraplégica mas voltou a andar

Postal do Algarve30 de agosto de 2026 às 20:10

Susana Cristeta, com 22 anos na época, sofreu um grave acidente num parque aquático no Algarve em meados dos anos 90. Quando descia um escorrega, duas pessoas que vinham atrás a uma velocidade superior embateram nela, fazendo com que ficasse submersa no fundo da piscina. O impacto provocou uma lesão na medula espinal, deixando-a tetraplégica e sem conseguir mover-se, embora se mantivesse consciente durante todo o episódio.

Após o acidente, Susana foi primeiro levada para o Hospital de Portimão e depois transferida de helicóptero para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Foi na capital que ficou a conhecer a dimensão da lesão: um traumatismo na medula causado por uma luxação das vértebras que saíram do lugar. O prognóstico médico era de que ficaria numa cadeira de rodas para o resto da vida.

A recuperação começou ainda durante o internamento. Os médicos conseguiram recolocar as vértebras no lugar sem necessidade de intervenção cirúrgica adicional, o que Susana considerou determinante para a sua recuperação. Durante o período de tratamentos e fisioterapia, recusou sempre aceitar que ficaria paraplégica e decidiu lutar para voltar a andar.

Cerca de três meses depois do acidente, Susana conseguiu sair do hospital a caminhar, embora com muitas dificuldades. A história foi partilhada por Susana no programa Dois às 10, da TVI, acompanhando agora uma mulher que superou um prognóstico inicial muito negativo e recuperou a capacidade de andar.

Um dia num parque aquático no Algarve em meados dos anos 90 transformou-se num acidente que deixou Susana Cristeta, na altura com 22 anos, sem conseguir mexer o corpo. Depois de descer um escorrega, foi atingida por duas pessoas e ficou no fundo da piscina. O impacto provocou uma lesão na medula e o primeiro prognóstico apontava para que ficasse numa cadeira de rodas.

Perdeu a capacidade de se movimentar, mas manteve-se consciente durante todo o episódio. “Eu estou dentro de água, levo um impacto e fico automaticamente debaixo de água. Começo a sentir a afogar-me, sem conseguir vir para cima”, contou no programa Dois às 10, da TVI. O relato faz parte do percurso de recuperação que Susana decidiu partilhar depois de voltar a andar.

O acidente aconteceu num escorrega

Susana estava num parque aquático com amigos quando decidiu utilizar um dos escorregas. As pessoas que vinham atrás deslocavam-se a uma velocidade superior e uma delas acabou por embater nela. O choque fez com que ficasse submersa e sem capacidade para se movimentar.

Apesar da gravidade da situação, nunca perdeu os sentidos. Quando foi retirada da piscina, pediu que não lhe mexessem. “Eu só dizia: não me mexam porque eu não sentia nada e quando isso acontece é porque é algo grave”, recordou.

Do Algarve para Lisboa

Depois do acidente, Susana foi levada para o Hospital de Portimão, onde realizou os exames considerados necessários. A avaliação determinou que teria de ser encaminhada para Lisboa, seguindo posteriormente de helicóptero para o Hospital de Santa Maria.

Foi na capital que ficou a saber da dimensão da lesão. Tinha sofrido um traumatismo na medula, situação que, segundo o prognóstico que recebeu, tornava muito difícil voltar a andar. “O prognóstico era mesmo ficar em cadeira de rodas”, afirmou.

Recuperação começou no hospital

A lesão estava relacionada com uma luxação das vértebras, que tinham saído do lugar. Para Susana, o facto de os médicos terem conseguido recolocá-las sem necessidade de uma intervenção adicional acabou por ser determinante. “A minha sorte foi que conseguiram pôr no sítio sem ter de mexer mais”, explicou.

Seguiu-se um período de tratamentos e fisioterapia. Desde o início, a jovem recusou aceitar como inevitável a possibilidade de ficar numa cadeira de rodas. “Nunca aceitei que ia ficar numa cadeira de rodas e ia lutar e tinha de conseguir andar”, contou.

Três meses depois já conseguia andar

O processo de recuperação começou ainda durante o internamento e, cerca de três meses depois, Susana conseguiu sair do hospital a caminhar, embora com muitas dificuldades. O regresso à marcha surgiu depois de tratamentos, uma cirurgia e um período de fisioterapia.

A história, apresentada pela TVI, acompanha agora uma mulher que conseguiu recuperar a capacidade de andar depois de um acidente que inicialmente lhe deixou um prognóstico muito diferente.

Leia também: GNR alerta condutores com mais de 60 anos: esta burla está a fazer vítimas e o Algarve lidera os casos

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