Um homem construiu um edifício com forma de leque, semelhante a um teatro, em Arcugnano, no nordeste de Itália, e apresentou-o como um antigo anfiteatro grego descoberto no local. Durante dois anos, turistas pagaram bilhetes para visitar o local, onde se realizavam concertos, visitas guiadas e eram contadas histórias sobre Júlio César e Cleópatra.
O edifício apresentava várias incongruências que indicavam tratar-se de uma falsificação. A sua forma era de leque, característica de um teatro, e não a forma oval típica de um anfiteatro. Além disso, as colónias fundadas pelos antigos gregos em Itália encontram-se muito mais a sul, o que torna improvável a existência de um monumento greco-romano naquela região.
Um arqueólogo consultado sobre o caso comentou que "não se pode desenterrar antiguidades no quintal", sublinhando a impossibilidade de um antigo anfiteatro ter permanecido desconhecido até ser supostamente descoberto por aquele homem.
O responsável pela construção do falso anfiteatro acabou por ser preso, pondo fim ao esquema fraudulento que enganou visitantes durante dois anos.




