O reitor da Universidade Politécnica de Bragança (UPB), Orlando Rodrigues, afirmou ver com "alegria e surpresa" o anúncio do primeiro ministro, Luís Montenegro, no dia 30 de agosto, sobre a transformação da instituição na Universidade de Bragança e do Norte Interior. Rodrigues adiantou que já esperava a mudança, embora imaginasse que ocorresse mais tarde, tendo em vista que o processo estava em análise pelo ministro.
A instituição já tinha solicitado a transformação há vários meses, seguindo o exemplo de outros politécnicos que foram convertidos em universidades, como os do Porto e de Leiria. Segundo o reitor, o politécnico de Bragança sempre se destacou pela sua capacidade científica, mas a mudança de estatuto vai permitir uma afirmação diferente da instituição.
A transformação vai possibilitar a captação de financiamento internacional e a atração de mais estudantes e talentos. Rodrigues salientou que a UPB já é muito internacionalizada e precisava dessa mudança para se afirmar melhor. Os cursos terão de ser "reavaliados" para se enquadrarem no estatuto de universidade, processo que o reitor acredita estar concluído até o final do ano letivo 2026/2027.
A UPB é composta por seis escolas distribuídas por Bragança, Mirandela e Chaves, abrigando cerca de 10 mil estudantes, dos quais 30% são estrangeiros. No início de agosto, a instituição tinha passado de Instituto Politécnico de Bragança para Universidade Politécnica.

O presidente da Universidade Politécnica de Bragança (UPB) afirmou ver com “alegria e surpresa” o anúncio do primeiro-ministro, este domingo, 30 de agosto, sobre transformar a instituição na Universidade de Bragança e do Norte Interior, acreditando que vai atrair investimento e alunos.
“Nós tínhamos a garantia do senhor ministro de que o nosso processo estava em análise e em andamento e teria um desfecho durante o segundo semestre deste ano, ou seja, até ao final do ano e, portanto, eu imaginava que acontecesse um pouco mais tarde”, afirmou, à Lusa o presidente do UPB, Orlando Rodrigues.
A instituição já tinha solicitado a transformação de politécnico para universidade há vários meses, no seguimento de também o Governo ter transformado os politécnicos do Porto e de Leiria em universidades.
Segundo Orlando Rodrigues, o politécnico de Bragança sempre se “destacou entre as instituições politécnicas”, pela “capacidade científica”, mas esta mudança vai permitir “uma afirmação muito diferente da instituição”, mas também angariação de financiamento internacional e de atração de estudantes.
“O que muda é o estatuto, isso dá-nos outras capacidades, outras ferramentas de nos afirmarmos, de atrairmos alunos, de atrairmos talento internacionalmente. Nós somos uma universidade muito internacionalizada e precisávamos claramente desta transformação”, vincou.
Os cursos terão de ser todos “reapreciados” para se enquadrarem no estatuto de universidade, que o presidente da instituição acredita que estará concluído até ao final deste ano letivo, 2026/2027.
O politécnico de Bragança, no início do mês de agosto, passou de Instituto Politécnico de Bragança, para Universidade Politécnica.
No entanto, em breve deixará de ser politécnico e passará a Universidade de Bragança e do Interior Norte, anunciou, hoje, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante o seu discurso na 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide.
A Universidade Politécnica de Bragança é composta por seis escolas: a Escola de Saúde, a Escola de Educação, a Escola Agrária e a Escola de Tecnologia e Gestão, em Bragança, a Escola de Comunicação, em Mirandela, e a Escola de Hotelaria e Bem-estar, em Chaves. Acolhe cerca de 10 mil estudantes, dos quais 30% são estrangeiros.