Presidente garante que Venezuela "mantém propriedade e soberania" sobre petróleoFoto de Renan Braz no Pexels
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Presidente garante que Venezuela "mantém propriedade e soberania" sobre petróleo

Jornal Económico30 de agosto de 2026 às 16:00

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, garantiu que o país mantém a propriedade e soberania sobre os seus recursos petrolíferos, apesar do acordo assinado com os Estados Unidos. Em discurso transmitido pela televisão pública no sábado, Rodríguez respondeu às declarações do Presidente norte-americano Donald Trump, que na sexta-feira tinha anunciado que os EUA iriam assumir o controlo de 65 mil milhões de barris das reservas de petróleo venezuelanas, descrevendo-o como "o maior acordo de petróleo da história mundial".

Delcy Rodríguez defendeu que o acordo permitirá à Venezuela beneficiar de capital, tecnologia e capacidade operacional para apoiar a recuperação da indústria petrolífera, que foi severamente impactada pelas sanções. A presidente interina agradeceu a Trump e à administração norte-americana pelos esforços dedicados para alcançar o acordo, quase nove meses após a captura do Presidente Nicolás Maduro pelo exército dos EUA.

Segundo Rodríguez, o acordo terá a duração de 25 anos e inclui o desenvolvimento de 17 campos estratégicos com um potencial comprovado de 65 mil milhões de barris de petróleo e um investimento superior a 100 mil milhões de dólares. A Venezuela receberá royalties mínimos de 16% e impostos sobre o rendimento de 34%, o que representa quase 19 dólares por cada barril produzido e vendido. Com base no preço de 65 dólares por barril, o país poderá receber 209,3 mil milhões de dólares ao longo do acordo, com uma meta de produção superior a 1,5 milhões de barris por dia.

A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, estimada em 303 mil milhões de barris de crude, representando cerca de 17% da oferta mundial. No sábado, o partido da oposição União e Mudança criticou a falta de transparência do acordo, defendendo que este deve ser tornado público, e criticou a gestão pública do setor desde 2023.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, garantiu que o país mantém o controlo do petróleo ao abrigo do acordo assinado com Washington, apesar de declarações em contrário do líder norte-americano Donald Trump.

“É preciso que uma coisa fique absolutamente clara: a Venezuela mantém a propriedade e a soberania sobre os seus recursos”, disse Rodríguez, num discurso transmitido pela televisão pública no sábado.

Na sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump anunciou que o país iria assumir o controlo de 65 mil milhões de barris das reservas de petróleo do país sul-americano, no “maior acordo de petróleo da história mundial”.

Mas Delcy Rodríguez defendeu o acordo, sublinhando que permitirá à Venezuela beneficiar de “capital, tecnologia e capacidade operacional para apoiar a recuperação de uma indústria estratégica severamente impactada pelas sanções”.

“Por isso, escolhemos o caminho da diplomacia com os Estados Unidos da América, de forma a transformar a nossa disputa em cooperação. E esta cooperação em investimento, produção, bem-estar e resultados concretos para os venezuelanos”, apontou.

“Agradeço ao Presidente Donald Trump, ao Secretário [de Estado norte-americano Marco] Rubio e à sua administração pelos esforços que a sua administração, bem como a nossa, e toda a equipa venezuelana, dedicaram para alcançar este acordo”, acrescentou Rodríguez, quase nove meses depois da captura do Presidente venezuelano Nicolás Maduro pelo exército dos EUA.

“Queremos ser uma potência energética, um grande produtor de petróleo, um exportador significativo de gás e desenvolver fortemente a indústria petroquímica nacional”, concluiu.

Rodríguez esclareceu que o país receberia ‘royalties’ (compensações financeiras correspondentes ao preço dos hidrocarbonetos nos mercados internacionais) mínimas de 16% sobre as operações e impostos sobre o rendimento de 34%

“Em termos concretos, isto significa que por cada barril produzido e vendido, quase 19 dólares [16,4 euros] vão diretamente para o nosso país”, afirmou.

A Presidente interina da Venezuela revelou que o acordo terá a duração de 25 anos, com uma meta de produção superior a 1,5 milhões de barris por dia.

Tendo como referência o preço de 65 dólares (56 euros) por barril, o país poderá receber 209,3 mil milhões de dólares (180,7 mil milhões de euros) com o acordo, acrescentou.

Na sexta-feira, Rodríguez tinha revelado que o acordo prevê “o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, com um potencial comprovado de 65 mil milhões de barris de petróleo” e “um investimento de mais de 100 mil milhões de dólares [86 mil milhões de euros]”.

A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, estimada em 303 mil milhões de barris de crude, o que representa cerca de 17% da oferta mundial, segundo a Administração de Informação Energética norte-americana.

No sábado, o partido da oposição da Venezuela União e Mudança defendeu que o acordo petrolífero com os Estados Unidos deve ser tornado público, criticando a gestão pública do setor desde 2023.

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