Tiago Margarido, treinador do Vitória SC, anteciou o dérbi contra o Braga como um dos encontros mais intensos do futebol português, prometendo que a equipe entrará em campo exclusivamente para vencer. Em coletiva de imprensa, o técnico reconheceu que o adversário vive um ritmo competitivo diferente, com sete jogos europeus já disputados, mas sublinhou que essa disparidade não servirá de justificativa. Margarido inspirou-se na vitória do Vitória por 2-0 em Braga, há duas temporadas, para motivar a equipe a entrar com o DNA ofensivo do clube desde o primeiro minuto.
Quanto ao zagueiro Yeimar Mosquera, Margarido confirmou que o jogador já treina com o grupo há algum tempo e continua em processo de evolução, mas optou por não revelar se será opção para o dérbi, para não dar pistas ao adversário. O treinador abordou também a desvantagem competitiva em relação ao Braga, admitindo que a equipe técnica está em desvantagem por não conhecer tão bem o processo do rival, embora tenha enfatizado que a partir do apito inicial o que conta é a concentração e entrega.
Sobre o início de temporada, Margarido fez um balanço dos primeiros três jogos da Primeira Liga: a derrota com o Arouca deixou indicadores favoráveis que não mereciam perda, o empate em Alvalade ficou aquém do desempenho, e a vitória sobre o Nacional foi inequívoca. O técnico insistiu que o grupo é jovem e está em crescimento, destacando a evolução de Lohann Doucet, descrito como um "6 com características de 8", capaz de dar equilíbrio e construir jogo. Sobre o mercado de transferências, Margarido afirmou que o elenco está fechado para o jogo com o Braga, mas admitiu que é provável haver entradas e saídas na reta final do mercado.
Em conferência de imprensa de antevisão, Tiago Margarido não escondeu a dimensão do encontro, classificando-o como um dos duelos mais intensos do futebol nacional.
“Será um dérbi quente, dos mais quentes do futebol português, em que não há favoritos e em que vamos entrar exclusivamente para o ganhar”, declarou o técnico, reconhecendo que o adversário vive um ritmo competitivo diferente do dos vitorianos neste momento. Ainda assim, o treinador foi claro: essa disparidade não servirá de justificação. Segundo Margarido, a partir do apito inicial tudo o resto fica esquecido e a equipa entra em campo apenas para ganhar.
Inspiração no triunfo de há dois anos
Questionado sobre o que pode servir de referência para este dérbi, o técnico dos conquistadores recuou até ao triunfo do Vitória por 2-0 em Braga, há duas épocas, e não à sua própria passagem pelo Estádio Municipal quando orientava o Nacional. Para Margarido, esse jogo de há dois anos tem de servir de inspiração, tanto pela qualidade exibida como pelos valores do clube minhoto que ali ficaram bem patentes. O objetivo passa por entrar em campo com o ADN do Vitória desde o primeiro minuto, evitando repetir o arranque titubeante de Alvalade, e por praticar o futebol de sempre: ofensivo, de peito aberto e gerador de muitas oportunidades.
Mosquera evolui, mas decisão fica em segredo
Sobre a possível estreia de Yeimar Mosquera, Margarido confirmou que o central já treina com o grupo há algum tempo, apesar de até agora não ter estado disponível para competir, e que continua no seu processo de evolução. Quanto a saber se vai ou não a jogo, o treinador preferiu não adiantar nada, para não dar pistas ao adversário.
Falta de ritmo competitivo não é desculpa
O calendário europeu do Braga foi outro dos temas abordados. Margarido admitiu que a equipa técnica está em desvantagem por não conhecer tão bem o processo do rival, já que os jogos europeus têm características diferentes dos da Primeira Liga e a equipa bracarense já leva sete jogos disputados esta época, contra o registo mais reduzido do Vitória. Mas, sublinhou, isso deixa de contar assim que o árbitro apitar: o que vai decidir o jogo é a concentração, a entrega e a inspiração de cada equipa, áreas em que os vitorianos dizem estar no seu melhor.
Balanço do arranque de época
Questionado sobre a evolução do grupo, Margarido fez um balanço dos primeiros três jogos da Primeira Liga. Recordou que a derrota com o Arouca deixou indicadores muito favoráveis para a qualidade de jogo pretendida, num encontro que a equipa não merecia perder, e que o empate em Alvalade também ficou aquém do que o desempenho justificava. Já a vitória sobre o Nacional foi, na sua leitura, inequívoca. Segundo o técnico, nem tudo estava mal quando a equipa perdeu com o Arouca, tal como nem tudo está bem agora que venceu o Nacional — o essencial é que as exibições têm correspondido aos parâmetros de jogo ofensivo definidos pela equipa técnica, ainda que os pontos conquistados fiquem aquém do desejado. Margarido insistiu tratar-se de um grupo jovem, ainda em processo de crescimento, com bastante potencial por explorar.
Doucet, do período de adaptação à titularidade
O treinador aproveitou ainda para destacar a evolução de Lohann Doucet, um dos reforços que já se assumiu como opção no meio-campo. Fez a pré-época com o plantel, foi assimilando os princípios de jogo e, quando surgiu a oportunidade, soube aproveitá-la — um percurso que Margarido espera replicado por outros jogadores ainda em fase de adaptação. Taticamente, descreveu-o como um “6 com características de 8”, capaz de dar equilíbrio à equipa e de construir jogo através do passe longo desde zonas mais recuadas.
Mercado ainda pode mexer no plantel
Por fim, sobre a reta final do mercado de transferências, Margarido garantiu que, para o jogo com o Braga, o plantel está fechado. Depois disso, admitiu, é provável que haja entradas e saídas, com a SAD e a equipa técnica alinhadas numa estratégia definida para os últimos dias de negociações. “Será uma semana com bastantes novidades”, resumiu o técnico.
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