O secretaryário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou no domingo, 30 de agosto, o primeiro-mininistro, Luís Montenegro, de branquear "o caos nos exames" nacionais do ensino médio. Durante uma visita à Feira de Agosto em Grândola, Carneiro afirmou que Montenegro se substituiu ao ministro da Educação para afirmar "uma realidade que não existe na vida das pessoas" e criticou a tentativa de disfarçar os problemas no acesso ao ensino superior.
O líder socialista reagiu ao discurso de encerramento da 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, que ocorreu em Castelo de Vide, no distrito de Portalegre. No seu discurso, Montenegro defendeu o trabalho do Governo no setor da educação e criticou os oito anos de governo socialista, afirmando que "as gavetas estavam cheias de coisas para fazer" e que faltou coragem para implementá-las.
Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino médio foram avaliados em formato digital, mas o processo registrou várias falhas técnicas, obrigando ao adiamento por alguns dias da divulgação das notas. Montenegro lamentou as perturbações causadas pela correção digital, mas defendeu que "foi o caminho correto", agradecendo o engajamento da comunidade escolar e admitindo que "a mudança tem riscos".
O primeiro-mininistro enfatizou que o seu Governo herdou um sistema educacional marcado por "problemas antigos e decisões adiadas", mencionando a falta de professores, alunos sem aulas durante longos períodos e centenas de escolas precisando de requalificação. Montenegro assegurou que o Executivo não irá "fugir às responsabilidades".

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou este domingo, 30 de agosto, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de branquear “o caos nos exames” nacionais do ensino secundário e de ter “medo do povo português”, aconselhando-o a ouvir o país.
“Aquilo que [Luís Montenegro] acabou de fazer trata-se da maior operação de branqueamento do que se passou com o caos nos exames deste Verão e na preparação do acesso ao ensino superior por parte dos alunos”, afirmou.
O líder socialista reagia desta forma ao discurso do primeiro-ministro, Luís Montenegro, este domingo, no encerramento da 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, no distrito de Portalegre.
Durante uma visita à Feira de Agosto, em Grândola, no distrito de Setúbal, José Luís Carneiro sublinhou que “só mesmo a tentativa de branqueamento” no acesso ao ensino superior, justifica que Montenegro se tenha substituído “ao ministro da Educação para afirmar uma realidade que não existe na vida das pessoas”.
No discurso de encerramento da Universidade de Verão do Partido Social Democrata em Castelo de Vide, este domingo, 30 de agosto, luís Montenegro recordou todo o trabalho que o seu Governo tem feito no setor da educação e deixou várias criticas aos oito anos de governação socialista.
“Nestes dois anos a nossa aposta na formação de professores para prepararmos o futuro da educação em Portugal representou um investimento de largas centenas de milhões de euros e veio fazer aquilo que não tinha sido feito nos oito anos anteriores. As gavetas estavam cheias de coisas para fazer e não era por falta de aviso, nem por falta de estudo. Era mesmo por falta de coragem”, afirmou.
O primeiro-ministro sublinhou que o seu Governo herdou um sistema educacional marcado por “problemas antigos e decisões adiadas”, dando como exemplo a falta de professores, alunos sem aulas durante longos períodos e centenas de escolas a precisar de obras de requalificação.
Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas técnicas, obrigando ao adiamento por alguns dias da divulgação das notas.
Montenegro lamentou as perturbações que a correção digital introduziu no processo dos exames nacionais, mas defendeu que “foi o caminho correto”, agradecendo o empenho de toda a comunidade escolar.
“Lamentamos a perturbação que aconteceu durante algum tempo, mas ao mesmo tempo mantivemos a nossa determinação e a nossa convicção de que o caminho era o caminho correto”, disse o chefe do Governo, admitindo que “a mudança tem riscos”, mas assegurou que o Governo não irá “fugir às responsabilidades”.