O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, apelou este domingo, 30 de agosto, aos países muçulmanos para se unirem contra os Estados Unidos e Israel, numa mensagem escrita publicada no seu portal. Khamenei, que sucedeu ao pai Ali Khamenei após a sua morte no primeiro dia da ofensiva contra o Irão em 28 de fevereiro, nunca mais foi visto em público desde então. O apelo surge seis meses após o início da guerra no Médio Oriente.
Na mensagem, Khamenei afirmou que a solução para os problemas da Umma (comunidade muçulmana) reside na unidade, amizade e cooperação. Alertou que quem quer que faça algo que origine divisões entre os muçulmanos, voluntária ou involuntariamente, serviu os objetivos dos inimigos do Islão. O líder iraniano pediu aos dirigentes da região para reconhecerem os Estados Unidos e Israel como o verdadeiro inimigo de todos, e não apenas do Irão.
Em resposta à ofensiva israelo-americana, o Irão visou países aliados de Washington na região, incluindo a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, a Jordânia, o Kuwait, o Qatar e o Bahrein, tendo também bloqueado o estreito de Ormuz, por onde circula um quinto dos produtos petrolíferos consumidos no mundo. As relações de Teerão com as capitais da região deterioraram-se desde então. O Irão está há meses sob bloqueio naval norte-americano e há décadas sob sanções internacionais, que os Estados Unidos anunciaram endurecer na segunda-feira.
Khamenei apelou igualmente aos iranianos para porem de lado as divergências e unirem-se, afirmando que é proibido fazer qualquer coisa que prejudique a coesão social. A guerra no Médio Oriente causou milhares de mortos em seis meses, numa região que é palco de conflitos crónicos como o de Israel contra a Palestina, e o bloqueio de Ormuz gerou receio de uma crise na economia global já afetada pelas consequências da guerra da Rússia contra a Ukraine.

O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, apelou este domingo, 30 de agosto, aos países muçulmanos para se unirem contra os Estados Unidos e Israel numa mensagem escrita, seis meses após o início da guerra no Médio Oriente.
Mojtaba Khamenei, que sucedeu ao pai, Ali Khamenei, morto no primeiro dia da ofensiva contra o Irão em 28 de fevereiro, nunca mais foi visto em público.
“A solução para os problemas da Umma [comunidade muçulmana] reside na unidade de palavra, na amizade e na cooperação no caminho do bem”, declarou na mensagem divulgada no seu portal, citado pela agência francesa AFP.
“Quem quer que seja, em qualquer cargo que ocupe, que faça algo que origine a divisão entre os muçulmanos e crie conflitos no seio da comunidade muçulmana, sabendo ou não, voluntária ou involuntariamente, serviu os objetivos dos inimigos do Islão”, disse.
Khamenei apelou aos dirigentes dos países da região para “reconhecerem o verdadeiro inimigo, compreenderem o seu plano e combatê-lo”, designando os Estados Unidos e Israel como os inimigos de todos, e não apenas do Irão.
Em resposta à ofensiva israelo-americana, o Irão visou países aliados de Washington na região, nomeadamente a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, a Jordânia, o Kuwait, o Qatar e o Bahrein.
As relações de Teerão com as capitais da região deterioraram-se desde então.
Khamenei, que tem a última palavra sobre as grandes orientações do Irão, apelou mais uma vez aos iranianos para porem de lado as divergências e unirem-se na luta contra os inimigos do país.
Afirmou que não se deve “permitir de forma alguma que surjam divergências” no seio do povo iraniano.
Na sexta-feira, numa declaração escrita anterior, tinha afirmado que era proibido “fazer qualquer coisa” que prejudicasse a coesão social.
Apelou igualmente à “desdolarização” progressiva da economia iraniana e ao reforço da produção para reanimar a economia.
O Irão está há meses sob um bloqueio naval norte-americano e há décadas sob sanções internacionais, de que os Estados Unidos anunciaram na segunda-feira um endurecimento.
Além de atacar interesses norte-americanos na região, o Irão também reagiu À ofensiva israelo-americana com o bloqueio do estrito de Ormuz, por onde circula um quinto dos produtos petrolíferos consumidos no mundo.
O bloqueio causou o receio de uma crise numa economia global já afetada pelas consequências da guerra da Rússia contra a Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.
A guerra no Médio Oriente causou milhares de mortos em seis meses, numa região que é palco de conflitos crónicos, como o de Israel contra a Palestina.