Líder da JSD responde à ameaça do Chega com censura ao "falso valente" e "catavento político" VenturaFoto de Aleson Padilha no Pexels
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Líder da JSD responde à ameaça do Chega com censura ao "falso valente" e "catavento político" Ventura

Rádio Campanário30 de agosto de 2026 às 12:30

O presidente da Juventude Social-Democrata (JSD), João Pedro Luís, respondeu à ameaça do Chega de apresentar uma moção de censura ao Governo, acusando o partido liderado por André Ventura de ser um "falso valente" e um "catavento político". As declarações foram feitas no encerramento da 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, onde João Pedro Luís fez a sua estreia como líder da JSD nesta iniciativa.

O líder dos jovens sociais-democratas apresentou quatro censuras contra o Chega. Primeiro, criticou a "mania do Chega de ameaçar com eleições todas as semanas, enquanto reza baixinho para que ninguém aceite o desafio", dizendo que Ventura tem "pânico do dia em que tiver de governar e o obriguem a cumprir todas as promessas". Depois, censurou a "incrível facilidade de mudar de opinião em 24 horas, consoante o vento das sondagens".

A terceira censura foi dirigida ao que João Pedro Luís apelidou de "fábrica de bodes expiatórios", ou seja, o hábito de pedir a cabeça de um ministro diferente todos os dias para disfarçar a falta de propostas reais. A quarta censura visou a "tática do coitadinho", acusando o Chega de se apresentar como vítima de perseguição do sistema ou da comunicação social sempre que é apanhado em contradições.

Em sentido contrário, João Pedro Luís apresentou uma "moção de confiança" ao primeiro-ministro Luís Montenegro, elogiando as medidas do seu Governo para os jovens, como o IRS jovem, o passe ferroviário e as medidas de habitação. Destacou ainda que este ano letivo houve mais 6.092 estudantes colocados no Ensino Superior em comparação com o ano anterior, quando o número de colocados foi o mais baixo desde 2017.

O presidente da JSD respondeu hoje à ameaça do Chega de apresentar uma moção de censura ao Governo acusando o partido liderado por André Ventura de ser um “falso valente” e um “catavento político”.

João Pedro Luís falava no encerramento na 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, iniciativa de formação de jovens quadros, que decorreu desde segunda-feira em Castelo de Vide (Portalegre), e abordou diretamente a ameaça feita na sexta-feira pelo presidente do Chega.

“O Chega fez uma ameaça ao primeiro-ministro: ou o ministro da Administração Interna é rapidamente demitido ou o Chega apresenta uma moção de censura. A JSD não faz ameaças. A JSD concretiza. Por isso eu hoje apresento aqui não uma, mas quatro censuras”, afirmou, na sua estreia como líder da “jota” nesta iniciativa.

Em primeiro lugar, a Juventude Social-Democrata diz censurar “o falso valente”, criticando “a mania do Chega de ameaçar com eleições todas as semanas, enquanto reza baixinho para que ninguém aceite o desafio”

“André Ventura tem pânico do dia em que tiver de governar e o obriguem a cumprir todas as promessas que tem feito”, criticou, recebendo muitos aplausos dos participantes.

João Pedro Luís censurou, depois, “a incrível facilidade de mudar de opinião em 24 horas, consoante o vento das sondagens”, chamando catavento político ao Chega.

O líder dos jovens sociais-democratas censurou ainda o que chamou de “fábrica de bodes expiatórios” – “o vício de pedir a cabeça de um ministro diferente todos os dias para disfarçar a falta de propostas reais para o país” – e a “tática do coitadinho”, acusando o partido de Ventura de se apresentar como vítima de perseguição do “sistema” ou da comunicação social sempre que é apanhado em contradições.

Pelo contrário, João Pedro Luís deixou uma “moção de confiança” a Luís Montenegro, dizendo que foi o primeiro-ministro que, na democracia portuguesa, “mais centralidade política deu aos jovens portugueses”, elencando medidas como o IRS jovem, o passe ferroviário ou as medidas específicas na área da habitação para esta faixa etária.

O líder da JSD salientou ainda os 6.092 estudantes a mais colocados no Ensino Superior, quando comparado com o ano passado.

“O Governo do PS mudou as regras e impôs duas provas de ingresso. O Governo da AD tomou a decisão de retomar a regra que vigorou até 2024 – entre uma e três provas de ingresso”, recodou.

O número de alunos colocados numa instituição de ensino superior pública foi de 49.991 jovens, mais 6.092 do que em 2025, quando o número de colocados foi o mais baixo desde 2017.

Para João Pedro Luís, “hoje é claro para todos que a quebra do ano passado se deveu ao PS e que as políticas socialistas excluíram milhares de alunos do Ensino Superior”.

“Neste ano letivo, serão mais 6.092 estudantes que entrarão no ensino superior graças ao Governo da AD. Isto não é conversa, isto são resultados”, afirmou.

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