O Nepal enfrenta as consequências de um desastre natural que causou a morte de mais de 600 pessoas, num cenário que expõe as desigualdades da crise climática global. Filipe Lisboa, especialista em Mudanças Climáticas, analisa a relação entre as mudanças climáticas e esta tragédia no país asiático.
O Nepal é responsável por uma parcela mínima das emissões globais de gases de efeito estufa, não figurando entre os países que mais poluem. No entanto, o país encontra-se entre aqueles que mais sofrem com os impactos dos fenômenos climáticos extremos, pagando um preço desproporcionado pelos efeitos de uma crise que não criou.
O conceito de justiça climática é central nesta análise, sublinhando a discrepância entre nações que contribuem pouco para a poluição mas que são severamente afetadas pelas suas consequências. Esta situação evidencia a necessidade de uma reflexão mais profunda sobre a distribuição equitativa das responsabilidades e dos custos associados às mudanças climáticas.
A análise de Filipe Lisboa procura alertar para a necessidade de reconhecer que os países mais vulneráveis, como o Nepal, não devem arcar sozinhos com as consequências de uma crise climática impulsionada maioritariamente por nações industrializadas.




