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Bruxelas garante estar trabalhando no pedido espanhol de apoio de agências europeias

Eco29 de agosto de 2026 às 23:05

A Comissão Europeia confirmou estar trabalhando para atender ao pedido da Espanha de apoio de várias agências europeias no gerenciamento dos migrantes que permanecem em Ceuta após a entrada em massa de mais de 72.000 pessoas vindas de Marrocos num período de 24 horas, no final de julho. O comissário europeu para Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, adiantou que a decisão sobre o pedido será tomada rapidamente.

O pedido espanhol inclui a colaboração da Frontex, da Europol e da Agência da União Europeia para Asilo. A Espanha solicitou 10 agentes adicionais da Frontex para as operações de triagem, assistência da EUAA para a realização de entrevistas e disponibilização de intérpretes, e o aprofundamento da cooperação com a Europol no âmbito da investigação das redes de tráfico de migrantes.

O ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, enviou uma carta à diretora-geral de Migração e Assuntos Internos da Comissão Europeia, Beate Gminder, formalizando o pedido. O executivo europeu saudou as medidas adicionais adotadas pela Espanha nos últimos dias, sendo a prioridade garantir o rápido regresso de todas as pessoas que permanecem ilegalmente em Ceuta.

Pelo menos 82 pessoas morreram tentando alcançar Ceuta a nado. Quase um mês depois, continuam a não existir dados exatos sobre o número de migrantes que ainda permanecem na cidade autônoma, com estimativas apontando até 8.000 ilegais. O governo espanhol aumentou de 6,4 para 44,51 milhões de euros o financiamento europeu para reforçar a ajuda humanitária em Ceuta.


Bruxelas, 29 ago 2026 (Lusa) – A União Europeia garantiu hoje estar a trabalhar para dar resposta ao pedido de Espanha para receber apoio de várias agências europeias na triagem dos migrantes que permanecem em Ceuta após a entrada em massa ocorrida em julho.

Recebemos um pedido de apoio adicional por parte de Espanha, que inclui a colaboração da Frontex, da Europol e da Agência da União Europeia para o Asilo (EUAA). Já estamos a trabalhar nesse pedido e tomaremos uma decisão com celeridade“, afirmou o comissário europeu para os Assuntos Internos e Migração, Magnus Brunner, numa mensagem nas redes sociais, citada pela agência de notícias Efe.

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Segundo o responsável, o executivo europeu “saúda as medidas adicionais que Espanha adotou nos últimos dias para fazer face à situação, que continua a ser complicada“. “A prioridade continua a ser garantir o rápido regresso de todas as pessoas que permanecem ilegalmente em Ceuta“, afirmou Brunner.

O ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, enviou uma carta à diretora-geral da Migração e Assuntos Internos da Comissão Europeia, Beate Gminder, em resposta à oferta que esta tinha feito ao embaixador de Espanha junto da União Europeia para que várias agências europeias prestassem apoio na gestão da crise.

O Governo espanhol pediu 10 agentes adicionais da Frontex para as operações de triagem, para acelerar a recolha de informação sobre os migrantes que ainda não foram submetidos a esse procedimento, tendo também solicitado assistência da EUAA para a realização de entrevistas e para disponibilizar intérpretes.

Quanto à Europol, Espanha pretende manter e aprofundar a cooperação já existente entre as forças de segurança espanholas e aquela agência europeia, sobretudo no âmbito da investigação das redes de tráfico de migrantes e da análise estratégica.

Na sexta-feira, a ministra da Inclusão, Segurança Social e Migrações espanhola anunciou que o Governo aumentou para 44,51 milhões de euros, provenientes da União Europeia, o financiamento para reforçar a ajuda humanitária em Ceuta após a crise migratória. A verba até agora destinada a esse fim era de 6,4 milhões de euros.

Elma Saiz, também porta-voz do Governo espanhol, classificou como “extraordinária” a resposta do executivo, “do ponto de vista da legalidade e da humanidade”, à entrada ilegal na cidade autónoma espanhola de Ceuta de mais de 72.000 migrantes procedentes de Marrocos num período de 24 horas, no final de julho, uma situação de uma “dimensão excecional”.

Pelo menos 82 pessoas morreram a tentar chegar a Ceuta a nado. Quase um mês depois, continuam a não existir dados exatos sobre o número dos migrantes que ainda permanecem em Ceuta, com algumas estimativas a apontarem até 8.000 ilegais.

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