O rei Harald V da Noruega morreu na sexta-feira aos 89 anos, tornando-se o decano entre os monarcas europeus e um monarca muito querido pelos seus compatriotas, que lhe chamavam "o vovô". As catedrais de toda a Noruega realizam no sábado ofícios religiosos em sua homenagem, despedindo-se do monarca que governou durante mais de três décadas.
Os restos mortais foram transladados na sexta-feira para a catedral e o Palácio Real de Oslo, onde a radiotelevisão pública NRK transmitiu durante todo o dia as imagens provenientes desses locais, bem como as inúmeras homenagem que se realizam em todo o país nórdico, com 5,5 milhões de habitantes.
O luto pelo rei vai além do protocolar, adotando perfis de despedida a um familiar querido, com mensagens privadas de carinho e mares de flores espalhados por todo o território norueguês. Como Harald V disse em vida, os noruegueses vivem frequentemente dispersos ou em zonas remotas, mas sabem demonstrar um forte sentimento de unidade.
Com a morte de Harald V, o seu filho, o príncipe herdeiro Haakon, assume como novo rei da Noruega num momento de profunda comoção nacional, com todo o país a render homenagem ao monarca que permanecerá para sempre na memória coletiva dos noruegueses.




