Cultura: Alcançar cada pessoa para que faça da música «um canto seu» é o objetivo de Fernando LapaFoto de Victor Cruz no Pexels
EntretenimentoSantarém

Cultura: Alcançar cada pessoa para que faça da música «um canto seu» é o objetivo de Fernando Lapa

Agência ECCLESIA29 de agosto de 2026 às 09:00

O compositor Fernando Lapa afirmou que a beleza da música depende do trabalho, da inspiração e da simplicidade, manifestando a preocupação de "alcançar as pessoas" para que cada composição seja "um canto seu". Fernando Lapa esteve presente no 8º Curso de Música

Compositor esteve no Curso de Música Litúrgica, em Fátima, e recordou a interpretação do cântico de entrada da Missa de envio da JMJ 2023, da sua autoria, como uma «experiência indescritível»

Fátima, 28 ago 2026 (Ecclesia) – O compositor Fernando Lapa afirmou que a beleza da música depende do trabalho, da inspiração e da simplicidade, e manifestou a preocupação por “chegar às pessoas” para que cada composição seja “um canto seu”.

“Eu preocupo-me muito em encontrar essa maneira de chegar às pessoas e de fazer com que [a música, ndr] possa ser um canto seu: mais do que um canto meu, um canto seu”, afirmou o compositor em declarações à Agência ECCLESIA.

Entre composições musicais para diferentes objetivos, Fernando Lapa é autor de músicas para a Liturgia, e referiu-se a “boas experiências” quando houve as suas obras cantadas durante as celebrações, notando que “a música ajuda as pessoas”.

Fernando Lapa esteve presente no encontro com os cerca de 70 participantes no 8º Curso de Música Litúrgica, que termina este domingo, em Fátima, partilhando com salmistas, organistas e diretores de coros que o trabalho, a inspiração, a imaginação e a simplicidade são caminhos para encontrar a beleza musical,

O compositor disse que na música, como num discurso, por vezes é necessário ir “eliminando coisas” que se escrevem para encontrar “a forma justa” para “comunicar mais facilmente” o que se quer, também no ambiente litúrgico.

Foto Agência ECCLESIA/PR, Fernando Lapa

“Tenho escrito muitas coisas de música litúrgica, mas esse ‘timing’ e o volume e a orientação são muito esporádicos, têm a ver com o acontecimento, com a vida, com as pessoas, com os projetos que aparecem”, afirmou, lembrando as “muitas peças” que escreveu para a Liturgia ou Música Sacra.

Questionado sobre a música litúrgica que se ouve, em Portugal, Fernando Lapa diz que não é “muito pessimista”, afirma-se “indulgente” e valoriza a dedicação de muitas pessoas, nomeadamente jovens, que cuidam a qualidade musical nas celebrações.

“Do que vejo, e vejo bastante, tenho uma leitura nada negativa do nosso meio atual. Agora, há excessos, que são os excessos das coisas começarem a pulular, a nascer um pouco sem saber de onde. E esses espaços levam-nos a encontrar coisas genuínas e novas, mas   também levam a aparecerem coisas que são um bocadinho disparates”, afirmou.

Fernando Lapa é o compositor do cântico “Este é o meu Filho muito amado”, escolhido para cântico de entrada na Missa de envio da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, e recorda a “experiência muito bonita” de ver a sua composição interpretada por “muita gente”.

“Poder pô-lo em orquestra e ser tocado com tanta gente e com tantas vozes é uma experiência indescritível”, afirmou, acrescentando que ficou “surpreendido e agradado” com escolha, também por se tratar de um “cântico é muito interior”, “muito intimista”.

Fernando C. Lapa é natural de Vila Real, onde nasceu em 1950, fez os estudos musicais no Conservatório de Música do Porto, onde concluiu o Curso Superior de Composição; para além da composição musical e da direção de coros, nomeadamente da catedral do Porto e da Universidade do Minho, manteve a sua atividade docente ligada ao Conservatório de Música do Porto e à Escola Superior de Música e Artes de Espetáculo (ESMAE), também no Porto.

PR

Notícias relacionadas

Entretenimento

Tudo a mesma coisa

Este artigo de opinião reflete sobre a crescente incapacidade de distinguir conceitos e nomes, exemplificada por uma criança que chamou "flamingo" a um golfinho e por uma funcionária de supermercado que confundiu gengibre com beringela. O autor argumenta que esta "indigência vocabular e cultural" resulta do decline da leitura e do interesse, citando Irene Vallejo e Gregorio Luri para defender que a leitura fortalece a linguagem e que o fracasso escolar é fundamentalmente um fracasso linguístico. Conclui que o "é a mesma coisa" representa um fechamento na ignorância, onde até conceitos distintos são reduzidos a categorias vagamente semelhantes.

Jornal do Algarve29/08/26, 18:06
Entretenimento

Full Moon reuniu milhares de pessoas em duas noites na Praia da Galé

O evento Full Moon reuniu milhares de pessoas durante duas noites na Praia da Galé, com a última sessão acontecendo no dia 27 de agosto, contando com as apresentações de DJ China, Bruno Zarra, Jay Martin, Estela Mota, David Simões e Sérgio Almeida.

Barlavento29/08/26, 17:57
Folclore junta ilhas da Macaronésia em Machico
Entretenimento

Folclore reúne ilhas da Macaronésia em Machico

O Largo da Praça em Machico recebe domingo um encontro de folclore que reúne representantes das ilhas da Macaronésia, numa iniciativa que celebra as tradições culturais compartilhadas pelos territórios insulares lusófonos e espanhóis da região atlântica. O evento promove a troca entre grupos tradicionais da Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde.

SAPO29/08/26, 17:38
Entretenimento

E se fosse no 'errejota'? : Humorista diverte transferindo a novela 'Quem ama cuida' para a cidade carioca'

O ator, humorista e roteirista Rodrigo Naice divertiu seus seguidores ao criar um vídeo humorístico em que transfere a novela "Quem ama cuida", originalmente ambientada em São Paulo, para o Rio de Janeiro. No vídeo, ele brinca com os bairros cariocas onde os personagens morariam, como Adriana (Letícia Colin) na Tijuca, especificamente na Usina, e a família após o desastre da casa indo para a Muzema, fazendo piadas sobre como os personagens responderiam quando perguntados sobre seus endereços na cidade.

oglobo29/08/26, 17:25