O artigo analisa o livro "O Último Neandertal" de Ludovic Slimak, destacando que a extinção dos Neandertais não foi uma derrota violenta, mas resultado da erosão das suas estruturas sociais e culturais, e que eram uma forma diferente de humanidade com menor capacidade de integração em redes amplas de troca. O autor traça um paralelo com a realidade atual, argumentando que a Segurança Social deve ser vista não apenas como mecanismo de redistribuição, mas como infraestrutura institucional fundamental para a adaptação coletiva às transformações tecnológicas e econômicas. Conclui que, assim como os Neandertais, as sociedades modernas podem se tornar estruturalmente frágeis se perderem capacidade de adaptação, defendendo que o financiamento da proteção social deve ser encarado como responsabilidade coletiva, especialmente num contexto de automação e IA.
Jornal Económico27/08/26, 23:13