Il villaggio di Carrapateira, nel comune di Aljezur, è stato incluso dalla Lonely Planet in una selezione degli otto migliori posti da visitare in Algarve, pubblicata il 2 giugno 2026. La pubblicazione internazionale di viaggi di origine australiana descrive la località come la migliore destinazione dell'Algarve per chi cerca la "bellezza selvaggia", in una zona caratterizzata da scogliere, vegetazione naturale e spiagge rivolte verso l'Atlantico. L'articolo è stato firmato da Regis St Louis, scrittore di viaggi che ha già collaborato a più di un centinaio di titoli della Lonely Planet.
La Carrapateira si trova su un promontorio vicino a due spiagge fotogeniche che la pubblicazione descrive come "senza un edificio in vista", sottolineando il ridotto impatto delle costruzioni sul paesaggio costiero. Si tratta della Praia da Bordeira, conosciuta anche come Praia da Carrapateira, che registra un'affluenza relativamente bassa di bagnanti ed è molto cercata per la pratica del surf e del bodyboard, e della Praia do Amado, considerata una delle migliori spiagge portoghesi per il surf e che ha già ospitato prove di competizioni internazionali della disciplina.
La Lonely Planet mette in evidenza anche il Pontal da Carrapateira tra i migliori percorsi pedonali dell'Algarve, facendo riferimento alle viste sulla Praia da Bordeira, alle scogliere esposte all'Atlantico e alla possibilità di continuare in direzione delle spiagge della Praia do Amado. Questa zona della Costa Vicentina, che si estende tra Odeceixe e Sagres, è caratterizzata come un'area meno esplorata e meno urbanizzata rispetto alle zone centrale e orientale dell'Algarve, dove scogliere imponenti nascondono diverse spiagge come Amoreira, Monte Clérigo e Arrifana.
La pubblicazione suggerisce inoltre di visitare il Museo del Mare e della Terra di Carrapateira, uno spazio etnografico che conserva fotografie e testimonianze relative ai modi di vita tradizionali della popolazione locale nel corso degli anni.
Entre falésias, vegetação selvagem e extensas praias voltadas para o Atlântico, há uma pequena aldeia do concelho de Aljezur que chamou a atenção de uma das publicações de viagens mais conhecidas do mundo. A Carrapateira foi incluída pela Lonely Planet numa seleção dos oito melhores lugares para visitar no Algarve, publicada a 2 de junho de 2026.
A Lonely Planet, marca internacional de viagens de origem australiana, atribui uma característica diferente a cada um dos locais escolhidos e, no caso da Carrapateira, não é o surf, a gastronomia ou a vida noturna que surge em primeiro plano. A aldeia é apresentada como o melhor destino do Algarve para quem procura “beleza selvagem”, numa zona marcada por praias rodeadas de falésias e vegetação natural.
Esta seleção é assinada por Regis St Louis, escritor de viagens que já colaborou em mais de uma centena de títulos da Lonely Planet. No artigo, o autor apresenta diferentes possibilidades para conhecer o Algarve, desde destinos associados ao surf e à história até localidades indicadas para famílias, casais ou para quem pretende descobrir zonas menos urbanizadas da região.
Carrapateira destaca-se pela sua “beleza selvagem”
É precisamente no extremo ocidental da região que a Lonely Planet encontra uma das paisagens que mais se afasta da imagem das estâncias balneares mais movimentadas do Algarve. A publicação descreve a costa oeste como um território acidentado, onde praias cercadas por falésias se misturam com vegetação selvagem, integrando uma paisagem que se prolonga pela Costa Vicentina em direção ao Alentejo.
No centro deste cenário está a pacata Carrapateira. Segundo a Lonely Planet, a localidade encontra-se num promontório próximo de duas praias fotogénicas “sem um prédio à vista”, uma expressão utilizada pela publicação para salientar o reduzido impacto da construção na paisagem costeira desta zona algarvia.
A própria página dedicada à Carrapateira pela Lonely Planet reforça esta imagem. A publicação caracteriza-a como uma aldeia tranquila e ligada ao surf, rodeada por uma costa selvagem onde falésias em tons acobreados e acinzentados, cobertas por vegetação, enquadram extensos areais claros.
Duas praias ajudam a explicar o destaque da aldeia
Entre os locais mais conhecidos nas proximidades encontra-se a Praia da Bordeira, também conhecida como Praia da Carrapateira. O blog Turismo de Portugal salienta a dimensão do seu areal, que aumenta consideravelmente durante a maré baixa e se torna então um dos maiores da costa algarvia. A ribeira que ali encontra o mar pode ainda formar uma lagoa junto à praia.
Apesar das dimensões do areal, a Praia da Bordeira regista, segundo o Turismo de Portugal, uma afluência relativamente reduzida de banhistas e é bastante procurada para a prática de surf e bodyboard. É este equilíbrio entre espaço, natureza e menor ocupação que ajuda a criar a imagem de costa pouco alterada destacada pela publicação internacional.
Para sul fica a Praia do Amado, outro dos pontos mais conhecidos desta faixa costeira. Considerada pelo Turismo de Portugal uma das melhores praias portuguesas para a prática de surf, é procurada por praticantes oriundos de vários países europeus e já recebeu provas de competições internacionais da modalidade.
A ligação entre as duas praias pode também ser feita através da paisagem do Pontal da Carrapateira. A Lonely Planet destaca esta zona entre os melhores percursos pedestres do Algarve, fazendo referência às vistas sobre a Praia da Bordeira, às arribas expostas ao Atlântico e à possibilidade de continuar o percurso em direção aos areais dourados da Praia do Amado.
Costa Vicentina mantém um lado menos explorado do Algarve
O cenário descrito pela Lonely Planet é igualmente reconhecido pelo Turismo de Portugal. A entidade refere que a faixa costeira entre Odeceixe e Sagres apresenta diferenças consideráveis relativamente às zonas central e oriental do Algarve, caracterizando-a como uma área menos explorada onde escarpas imponentes escondem várias praias.
Além da Bordeira e do Amado, esta parte da costa reúne praias como Amoreira, Monte Clérigo e Arrifana, muitas delas especialmente conhecidas pelos praticantes de surf e bodyboard. A paisagem de arribas, praias abertas ao Atlântico e reduzida urbanização ajuda assim a explicar por que motivo a Carrapateira foi associada pela Lonely Planet à expressão “beleza selvagem”.
Antes de seguir para as caminhadas costeiras ou para as ondas, a Lonely Planet deixa ainda outra sugestão: conhecer o Museu do Mar e da Terra da Carrapateira. A publicação destaca o espaço etnográfico pelas fotografias e testemunhos relacionados com os modos de vida tradicionais da população local ao longo dos anos.
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