La prima ministra islandese, Kristrún Frostadóttir, ha ritenuto che il rifiuto degli islandesi in referendum di riprendere i negoziati di adesione all'Unione Europea sia stato "una vittoria per la democrazia" e non "un passo indietro". La capo del governo ha affermato in conferenza stampa che il suo esecutivo non riprenderà i negoziati durante questa legislature, che termina nel 2028, e che sottoporrà al Parlamento la questione di un'eventuale ritiro formale della candidatura islandese all'UE.
Gli islandesi hanno respinto la riapertura dei negoziati di adesione all'Unione Europea con il 52,8% che ha votato "no" e il 47,2% che ha votato "sì", secondo i risultati definitivi pubblicati dopo lo spoglio di tutte le schede. Il "no" ha ottenuto 118.040 voti contro i 105.339 del "sì". Il referendum aveva carattere consultivo, ma il governo di centro-sinistra si è impegnato a rispettare il risultato.
L'Islanda ha presentato la candidatura all'adesione in seguito alla crisi finanziaria globale del 2008, che ha portato al crollo del settore bancario del paese. Dopo anni di negoziati, bloccati principalmente sulla questione sensibile della pesca, Reykjavik ha inviato nel 2015 una lettera a Bruxelles per informare che non intendeva più aderire al blocco comunitario, in un momento in cui l'economia si era già ripresa in modo robusto.
La consultazione, originariamente prevista per il 2027, è stata precipitata da sviluppi economici e geopolitici, con particolare

A primeira-ministra islandesa, Kristrún Frostadóttir, considerou hoje que a recusa decidida em referendo na Islândia para retomar as negociações para aderir à União Europeia foi “uma vitória para a democracia” e não “um revés”.
“Quero ser absolutamente clara: este Governo não retomará as negociações de adesão durante esta legislatura”, afirmou a chefe de Governo, em conferência de imprensa, citada pela AFP.
A atual legislatura a que se refere Frostadóttir tem duração prevista até 2028.
Os islandeses rejeitaram a reabertura das negociações de adesão à União Europeia (UE), de acordo com os resultados definitivos do referendo de sábado publicados hoje.
À pergunta “A Islândia deve reabrir as negociações de adesão com a União Europeia?”, 52,8% dos islandeses responderam “não” e 47,2% “sim”, noticiou a agência francesa AFP.
Os resultados foram divulgados pela televisão pública RÚV após a contagem de todos os boletins.
Os opositores à retoma das conversações com Bruxelas, interrompidas em 2013, somaram 118.040 votos face aos 105.339 dos partidários do “sim”, precisou a agência espanhola EFE.
O Governo de centro-esquerda da primeira-ministra social-democrata, Kristrun Frostadottir, prometeu respeitar o resultado do referendo, apesar de ter caráter consultivo. Nenhuma capital europeia reagiu de imediato.
O resultado do referendo representa um duro golpe para Bruxelas, que teria visto com bons olhos uma candidatura da rica ilha do Atlântico Norte, segundo a AFP.
A recusa deverá congelar qualquer discussão sobre uma adesão islandesa pelo menos até 2028, quando termina o mandato de Frostadottir.
O Governo disse que remeteria ao Parlamento a questão de uma eventual retirada formal da candidatura islandesa à UE.
A Islândia apresentou a candidatura à adesão na sequência da crise financeira global de 2008, que levou ao colapso do setor bancário do país, sobrecarregado pela dívida soberana. Na altura, a questão não foi levada a referendo.
Ao fim de anos de negociações, com a chegada ao poder de uma coligação eurocética, Reiquiavique enviou em 2015 uma carta a Bruxelas a informar que já não tencionava aderir ao bloco comunitário.
Na altura, a economia já tinha recuperado de forma robusta e o apoio público à entrada na UE esmorecera à medida que as negociações iam ficando bloqueadas na questão sensível das pescas.
Onze anos depois, os habitantes da pequena ilha vulcânica no meio do Atlântico Norte rejeitaram reabrir o processo de negociações, sem que isso represente uma recusa definitiva à adesão à UE.
“As pessoas devem encarar isto [referendo] como uma oportunidade, não como uma decisão definitiva”, afirmou a primeira-ministra antes da votação.
A Islândia está hoje estreitamente associada à UE ao integrar o Espaço Económico Europeu (EEE) e o espaço Schengen, nomeadamente, laços que permanecem inalterados.
A consulta de sábado estava originalmente prevista para 2027, mas foi precipitada por vários desenvolvimentos económicos e geopolíticos, com destaque para a ameaça do Presidente norte-americano, Donald Trump, de tomar pela força a Gronelândia.
O território autónomo dinamarquês vizinho da Islândia ganhou importância numa altura em que o Ártico é muito cobiçado devido aos minerais raros e novas rotas comerciais.
As ameaças de Trump tiveram um impacto muito particular na Islândia, cuja defesa é assegurada pelos Estados Unidos e pela NATO.
Apesar de a campanha se ter centrado em questões económicas e internas, a guerra na Ucrânia e as ameaças da Trump em relação à Gronelândia, que confundiu várias vezes com a Islândia, deram à votação uma dimensão geopolítica.
“Tudo correrá bem também se o ‘não’ vencer”, prometeu a chefe do Governo no sábado, depois de ter votado numa escola da capital.