I ministri delle Finanze e i presidenti delle banche centrali dei paesi del G20 si riuniscono lunedì e martedì ad Asheville, negli Stati Uniti, sotto la presidenza americana, per discutere la situazione economica e finanziaria globale. Durante l'incontro, i leader dei paesi più influenti del mondo analizzeranno gli squilibri di bilancio tra le nazioni, le criptovalute e la loro regolamentazione, in uno scenario di crescente incertezza dovuto alle politiche tariffarie della Casa Bianca e al debito americano stesso.
La riunione si svolge in un contesto di crescenti preoccupazioni per le finanze pubbliche degli USA. Il debito sovrano del governo federale ha recentemente superato, per la prima volta, la soglia dei 40 trilioni di dollari, mentre i tassi d'interesse dei titoli del Tesoro americano a 10 e 30 anni hanno raggiunto i livelli più alti in 19 e 25 anni, rispettivamente. Questa situazione è stata aggravata dal pacchetto di grandi tagli fiscali promosso dal Presidente Donald Trump e approvato dal Congresso nell'estate del 2025.
Il Dipartimento del Tesoro degli USA ha riferito che il debito sovrano sarà "un altro tema centrale" durante l'incontro, difendendo "una maggiore trasparenza e una ristrutturazione più rapida quando i paesi affrontano difficoltà". Washington sostiene di essersi concentrata sulla correzione degli squilibri commerciali globali per beneficiare i lavoratori americani e creare condizioni di parità per le aziende americane, in un momento in cui il governo Trump ha implementato nuove tariffe e ha intensificato la guerra commerciale con il Canada.
La riunione affronta anche la modernizzazione della regolamentazione e della supervisione finanziaria, così come l'innovazione finanziaria digitale. L'amministrazione Trump considera gli asset digitali, come le criptovalute, un elemento chiave di questo dibattito, che dovrebbe concentrarsi sull'istituzione di quadri legali e regolamentari più chiari e sul rafforzamento della lotta alle attività illecite ad essi associate.

Os ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais dos países do G20, sob a presidência dos Estados Unidos, reúnem-se nesta segunda e terça-feira em Asheville, nos EUA, para discutir a situação económica e financeira global.
Os governantes e governadores dos países mais influentes do mundo vão também analisar os desequilíbrios orçamentais entre nações e as criptomoedas e a sua regulamentação, num cenário de crescente incerteza devido às políticas tarifárias da Casa Branca e à própria dívida americana. “Os temas-chave da nossa presidência do G20 têm sido acelerar o crescimento e abordar os desequilíbrios globais“, explicou uma autoridade do Departamento do Tesouro dos EUA, afirmando que o Governo do Presidente Donald Trump colocou no centro da sua agenda económica tanto o investimento corporativo como o papel proativo do setor privado.
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Nesse sentido, defendeu os efeitos positivos para o crescimento e o investimento do pacote de grandes cortes fiscais impulsionado por Trump e aprovado pelo Congresso no verão de 2025.
Esta iniciativa legislativa, somada ao revés imposto pelo Supremo Tribunal a grande parte das tarifas aplicadas pelo republicano desde o seu regresso ao poder, contribuiu para aumentar o défice e acelerar o crescimento da dívida do governo federal, que recentemente ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 40 biliões de dólares (cerca de 34,3 biliões de euros, ao câmbio atual).
Paralelamente, as taxas de juro dos títulos do Tesouro americano de 10 e 30 anos atingiram os níveis mais altos em 19 e 25 anos, respetivamente.
A dívida soberana será “outro tema central” durante o encontro em Asheville, segundo informou o Departamento do Tesouro em comunicado, assegurando que Washington defenderá “maior transparência e uma reestruturação mais rápida quando os países enfrentarem dificuldades”.
Num momento em que o Governo Trump implementou novas tarifas e intensificou a guerra comercial com o Canadá, o departamento liderado por Scott Bessent também argumenta que se tem concentrado em corrigir desequilíbrios comerciais globais para beneficiar os trabalhadores americanos e criar condições de igualdade para as empresas americanas.
“Sob a nossa liderança, o G20 trabalha para enfrentar os desequilíbrios globais, que refletem práticas desleais que foram permitidas persistir por tempo demais e que ameaçam a prosperidade mundial“, afirmou o porta-voz do Tesouro, acrescentando que o Governo Trump trabalha para evitar o despejo de “excesso de produção e capacidade” nos mercados globais, uma referência ao modelo exportador de Pequim.
Durante o encontro, a presidência americana destaca que, entre as principais discussões, estão também a necessidade de modernizar a regulamentação e a supervisão financeira, bem como “a redução de atritos regulatórios e de mercado e o fomento à inovação financeira digital”.
Washington considera os ativos digitais, como as criptomoedas, um elemento-chave desse debate, que deverá concentrar-se no estabelecimento de marcos legais e regulatórios mais claros e no reforço do combate a atividades ilícitas associadas a eles.