L'aumento del costo dell'abitazione e delle spese quotidiane sta spingendo i pensionati francesi a cercare alternative fuori dal paese. Con pensioni mensili di circa 1.200 euro, diversi pensionati francesi avrebbero scelto Madeira come destinazione per trascorrere la pensione, trovando un equilibrio tra spese ridotte, clima mite e qualità della vita. L'informazione è riportata dal giornale spagnolo Noticias Trabalho, basandosi su una pubblicazione della rivista francese Pleine Vie, specializzata in temi relativi alla pensione e agli anziani. I pensionati in questione riassumono l'esperienza affermando che vivono "senza preoccupazioni e con tutto il necessario".
La decisione di trascorrere la pensione all'estero non è esclusiva di questi pensionati. Secondo Pleine Vie, che si basa su diversi studi, più di 20.000 francesi scelgono ogni anno di vivere la pensione fuori dal paese. Tra gli argomenti presentati per spiegare l'interesse per Madeira si trovano il clima mite, con temperature invernali nell'ordine dei 15-16 gradi e una media annuale vicina ai 22 gradi, il contatto con la natura, incluse le levadas e le foreste di Laurisilva, e la permanenza nell'Unione Europea.
L'abitazione è indicata come uno dei fattori che permetterebbe di mantenere le spese entro
Com pensões mensais de cerca de 1.200 euros, vários reformados franceses escolheram uma região portuguesa para passar a reforma e dizem ter encontrado um equilíbrio entre despesas mais reduzidas, clima ameno e qualidade de vida.
O aumento do custo da habitação e das despesas do dia a dia tem levado alguns reformados europeus a procurar alternativas fora dos respetivos países. Segundo o jornal digital espanhol Noticias Trabajo, vários pensionistas franceses terão escolhido a Madeira, onde afirmam conseguir viver com rendimentos mensais na ordem dos 1.200 euros.
O meio espanhol baseia-se numa publicação da revista francesa Pleine Vie, dedicada sobretudo a temas relacionados com reforma, saúde, bem-estar e direitos dos seniores. Segundo aquela publicação, os reformados em causa encontraram na ilha portuguesa uma forma de controlar melhor as despesas e resumem a experiência afirmando que vivem “sem preocupações e com tudo o que é necessário”.
Madeira ganha espaço entre reformados que deixam França
A decisão de passar a reforma no estrangeiro não será exclusiva destes pensionistas. A Pleine Vie refere números de diferentes estudos que apontam para mais de 20 mil franceses que, todos os anos, optam por viver a reforma fora do país. Este número diz respeito aos franceses que se mudam para o estrangeiro em geral e não ao número de reformados instalados especificamente na Madeira.
Entre os argumentos apresentados para explicar o interesse pela Madeira encontram-se o clima ameno, o contacto com a natureza e a permanência dentro da União Europeia. A publicação francesa refere temperaturas de inverno na ordem dos 15 a 16 graus e uma média anual próxima dos 22 graus, além das levadas, das florestas de Laurissilva e de outras características naturais da região.
Reformados dizem conseguir viver com cerca de 1.200 euros
A habitação é apontada pelo Noticias Trabajo como um dos fatores que permitiria manter as despesas dentro deste orçamento. Com base na publicação francesa, o jornal espanhol refere testemunhos segundo os quais seria possível encontrar apartamentos por valores entre 500 e 600 euros mensais, enquanto outras estimativas utilizadas pela fonte colocam determinados imóveis entre os 600 e os 800 euros fora das zonas de maior pressão turística.
A mesma publicação aponta ainda para custos quotidianos inferiores aos registados em França e destaca a possibilidade de recorrer a mercados e produtos locais. Atividades gratuitas ou de baixo custo, entre as quais caminhadas pelas levadas ou visitas às piscinas naturais, são também apresentadas como formas de manter um estilo de vida ativo sem aumentar significativamente as despesas mensais.
Fonte madeirense coloca os 1.200 euros em perspetiva
Os valores apresentados pelas publicações estrangeiras, contudo, não significam que qualquer pessoa consiga atualmente viver na Madeira com 1.200 euros mensais nas mesmas condições. O Diário de Notícias da Madeira analisou, em novembro de 2025, uma alegação semelhante divulgada por um meio italiano e concluiu que aquele montante apenas poderia ser suficiente em condições favoráveis, como ter uma habitação barata ou já paga, poucos encargos fixos e um estilo de vida simples.
O jornal madeirense recorreu, entre outros dados, ao Inquérito às Despesas das Famílias 2022/2023 do Instituto Nacional de Estatística. Segundo os números citados pelo diário, a despesa média de um agregado familiar na Região Autónoma da Madeira foi estimada em 22.605 euros por ano, o equivalente a cerca de 1.884 euros por mês.
Este valor diz respeito a agregados familiares, que podem ter uma ou mais pessoas, e inclui despesas como habitação, alimentação, energia, saúde e transportes, pelo que não corresponde diretamente ao orçamento necessário para um único reformado.
A habitação é precisamente um dos pontos em que os valores encontrados localmente contrastam com os apresentados pelas fontes estrangeiras. Quando realizou a sua análise, em novembro de 2025, o Diário de Notícias da Madeira referia que o imóvel mais barato disponível no Idealista entre 154 casas e apartamentos para arrendamento na região era um T0 de 26 metros quadrados, no Funchal, anunciado por 800 euros mensais.
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