Dopo che la Corte Costituzionale ha considerato costituzionali le norme del provvedimento che modifica la concessione di asilo e il ritorno degli stranieri, il partito Livre ha annunciato che rispetta la decisione, ma non è d'accordo con la stessa e mantiene le critiche alla legge. In un comunicato, il deputato Paulo Muacho ha affermato che il fatto che il Tribunale non abbia considerato la Legge incostituzionale non significa che sia una buona Legge o auspicabile.
Il Livre mantiene integralmente le critiche che ha presentato a questa Legge, in particolare per quanto riguarda la sua inumanità quando prevede la possibilità di detenzione ed espulsione di bambini migranti. Il partito ha inoltre affermato di ritenere che ci sia margine per un veto politico del Presidente della Repubblica.
La decisione del TC giunge in seguito a una richiesta del Presidente della Repubblica, che il giorno 7 ha richiesto il controllo preventivo di questo decreto dell'Assemblea della Repubblica, approvato a luglio con i voti a favore di PSD, IL e CDS-PP e l'astensione del Chega.
Le norme valutate dal TC includevano l'estensione del termine di collocamento dei cittadini stranieri nei centri di installazione temporanea a un massimo di 180 giorni (prorogabili per un periodo uguale), la possibilità di separazione dei genitori dai figli, l'espulsione di minori dal territorio nazionale e modifiche all'effetto dell'impugnazione di atti amministrativi sfavorevoli ai richiedenti e ai beneficiari di protezione.

Depois do Tribunal Constitucional ter considerado constitucionais as normas do diploma que altera a concessão de asilo e retorno de estrangeiros, o Livre admitiu que apesar de respeitar a decisão do TC, não concorda com a mesma e mantém as críticas à lei.
Em comunicado, o deputado Paulo Muacho referiu que: “O Livre respeita a decisão do Tribunal Constitucional, não obstante discordar da mesma. Porém, o facto de o Tribunal não ter considerado a Lei inconstitucional não significa que esta seja uma boa Lei ou que seja desejável. Por isso, o Livre mantém integralmente as críticas que apresentou a esta Lei, nomeadamente quanto à sua desumanidade quando prevê a possibilidade de detenção e expulsão de crianças migrantes”.
Além disso, o partido disse entender “que há margem para veto político do Presidente da República”.
A decisão do TC surge na sequência do pedido do Presidente da República, que no passado dia 7 solicitou a fiscalização preventiva deste decreto da Assembleia da República, aprovado em julho com votos a favor de PSD, IL e CDS-PP e a abstenção do Chega.
As normas que foram avaliadas pelo TC incluíam questões relacionadas com o alargamento do prazo de colocação de cidadãos estrangeiros em centros de instalação temporária para um período máximo de 180 dias (prorrogáveis por igual período), a possibilidade de separação de pais e filhos, a expulsão de menores de território nacional ou a “alteração do efeito normal atribuído à impugnação dos atos administrativos desfavoráveis aos requerentes e aos beneficiários de proteção”.