Kevin Warsh, presidente della Federal Reserve degli Stati Uniti, ha avvertito venerdì che la banca centrale avrà "lavoro da fare" se non sarà convinta che l'inflazione sottostante stia tornando verso l'obiettivo del 2%. Le dichiarazioni sono state rese durante un discorso al Jackson Hole Symposium, nello stato del Wyoming. Warsh, nominato da Donald Trump a gennaio e insediatosi a maggio, ha sottolineato che i progressi nella lotta contro l'inflazione negli ultimi due anni sono stati modesti, con l'indice PCE — indicatore preferito della Fed — che si attestava al 3,7% a luglio su base annuale.
Gli investitori hanno reagito immediatamente alle parole di Warsh, rafforzando significativamente le scommesse su un rialzo dei tassi d'interesse. Le probabilità di un aumento nella riunione del 15 e 16 settembre sono salite a quasi il 50%, dopo essere state intorno al 40% nella mattinata di venerdì. La Fed non ha ancora modificato i Federal Funds Rates quest'anno, con il costo del dollaro che rimane nella fascia del 3,50%-3,75%.
Il rendimento dei titoli del Tesoro a due anni è salito al livello più alto in circa un mese, mentre le borse hanno ampliato leggermente i guadagni. Warsh ha inoltre affermato che la banca centrale ha bisogno di "segnali chiari dal mercato, il più possibile non filtrati", sebbene non abbia affrontato direttamente le recenti interventi sul mercato da parte del segretario al Tesoro, Scott Bessent.

A Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos terá “trabalho a fazer” se os decisores de política monetária não estiverem confiantes de que a inflação subjacente está a regressar à meta de 2%, afirmou na sexta-feira o chair Kevin Warsh, dando um raro sinal aos investidores sobre a possibilidade de o banco central ter de subir as taxas de juro para travar a inflação.
“Eis o meu standard: temos de estar confiantes de que a inflação subjacente está a avançar para o nosso objetivo, de forma clara e a um ritmo suficiente”, disse, num discurso no Jackson Hole Symposium, no estado do Wyoming. “Caso contrário, temos trabalho a fazer.”
Warsh, que foi nomeado por Donald Trump em janeiro e assumiu o cargo em maio, explicou que “é essa a nossa função… o nosso mandato… e a nossa responsabilidade”.
Os investidores reagiram de imediato, fazendo subir para quase 50% as probabilidades de um aumento das taxas de juro na reunião da Fed de 15 e 16 de setembro, face aos cerca de 40% registados na sexta-feira de manhã. A Fed ainda não mexeu nas Federal Funds Rates este ano, com o custo do dólar a ficar no 3,50%-3,75%.
A yield dos títulos do Tesouro a dois anos subiu para o nível mais elevado em cerca de um mês, enquanto as bolsas ampliaram ligeiramente os ganhos.
Investidores querem sinais claros de Warsh em Jackson Hole
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O presidente da Fed não abordou diretamente as recentes surpreendentes intervenções no mercado por parte do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, mas afirmou que o banco central “precisa de sinais claros do mercado, tão não-filtrados quanto possível”.
Warsh foi mais direto em relação à inflação, sublinhando que os progressos registados nos últimos dois anos têm sido modestos, com o Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) — o indicador preferido da Fed —, a ficarem nos 3,7% numa base anual em julho. “Os dados recentes não me indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente”, lamentou.
(Notícia em atualização)