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La Cour de l'Union européenne a décidé: ces travailleurs ont été licenciés en 1993 et ont droit à une indemnisation 33 ans plus tardPhoto de lecreusois sur Pexels
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La Cour de l'Union européenne a décidé: ces travailleurs ont été licenciés en 1993 et ont droit à une indemnisation 33 ans plus tard

Postal do Algarve15 septembre 2026 à 16:10

Le Tribunal de Justice de l'Union européenne a décidé le 8 septembre que d'anciens travailleurs d'Air Atlantis, licenciés en 1993, ont droit à une indemnisation de l'État portugais pour erreurs judiciaires. Les travailleurs ont accepté une compensation pour leur licenciement en croyant que la fermeture était inévitable, mais ils ignoraient que la TAP, actionnaire principal, récupérerait l'équipement et continuerait une partie des opérations. Le TJUE a identifié des erreurs dans l'interprétation des règles européennes par la Cour suprême de justice portugaise et a conclu que celle-ci aurait dû demander des éclaircissements au tribunal européen. La décision ne fixe pas de montants ni d'échéances, revenant maintenant aux tribunaux portugais de vérifier si la violation était suffisamment grave pour justifier une réparation.

Perderam o emprego em 1993 e continuam a lutar nos tribunais. Agora, uma decisão europeia reforça a possibilidade de antigos trabalhadores da Air Atlantis receberem uma indemnização do Estado português por erros judiciais. Ainda cabe à Justiça portuguesa verificar os requisitos necessários para essa reparação.

O acórdão foi proferido em 8 de setembro pelo Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), no processo que opõe João Filipe Ferreira da Silva e Brito e outros antigos trabalhadores ao Estado português.

Emprego acabou, mas os voos continuaram

O despedimento coletivo produziu efeitos em 30 de abril de 1993. Logo no dia seguinte, a TAP começou a assegurar parte dos voos que a Air Atlantis tinha contratado para o verão, utilizando quatro dos oito aviões explorados pela empresa dissolvida.

Os trabalhadores alegaram ter aceitado a compensação pelo despedimento convencidos de que o encerramento era inevitável. Segundo a informação divulgada pelo ECO, que cita o Jornal de Negócios, desconheciam que a TAP ficaria com equipamento e prosseguiria parte das operações.

Trabalhadores pediram integração na TAP

Foi essa continuidade que levou os antigos funcionários a contestarem o despedimento e a pedirem integração na TAP, principal acionista da Air Atlantis. A discussão passou a centrar-se na existência de uma transferência de estabelecimento e nas consequências para os contratos de trabalho.

Em 2007, o Tribunal do Trabalho de Lisboa condenou a TAP a reintegrá-los e a indemnizá-los. No ano seguinte, a Relação de Lisboa alterou essa sentença, de acordo com a fonte anteriormente citada.

Por que é o Estado chamado a responder

Em 2009, o Supremo Tribunal de Justiça rejeitou o recurso dos trabalhadores sem pedir esclarecimentos ao Tribunal da Justiça da União Europeia (TJUE) sobre a interpretação das regras europeias. Os antigos funcionários avançaram então com uma ação contra o Estado pelos prejuízos que atribuíam àquela decisão.

De acordo com o comunicado do TJUE, em 2015 o tribunal europeu já tinha considerado existir uma transferência de empresa e concluído que o Supremo deveria ter solicitado esses esclarecimentos.

Nova decisão aponta erros do Supremo

No acórdão deste mês, o TJUE identifica erros na interpretação das regras europeias, tendo em conta decisões que já existiam quando o Supremo se pronunciou em 2009.

A ausência de consulta ao tribunal europeu também pesa nessa avaliação. Estes elementos apontam para uma violação suficientemente grave para poder responsabilizar o Estado, embora essa verificação caiba ao tribunal português.

Compensação recebida não eliminava estes direitos

O acórdão esclarece ainda que, numa transferência de empresa abrangida pelas diretivas europeias, receber a compensação legal por despedimento coletivo não pode retirar ao trabalhador a possibilidade de contestar o despedimento e reclamar a proteção conferida por essas regras.

Esta conclusão diz respeito aos direitos protegidos pelas diretivas sobre transferência de empresas. Não significa que qualquer trabalhador que tenha recebido uma compensação passe automaticamente a ter direito a outro pagamento, de acordo com as fontes anteriormente citadas.

O tribunal português terá de verificar a gravidade da violação e a ligação direta entre essa violação e os prejuízos reclamados. O acórdão europeu não fixa valores nem estabelece uma data para o pagamento.

Leia também: Bónus das pensões e descida do IRS avançam esta semana: saiba quem recebe e quando chega o dinheiro

Pourquoi c'est important

Les lecteurs au Portugal sont directement affectés car cette décision ouvre la voie à ce que d'anciens travailleurs d'Air Atlantis, licenciés il y a plus de trois décennies, puissent enfin recevoir une indemnisation de l'État pour des erreurs de la Cour suprême de justice. Bien que la décision européenne ne fixe pas de montants, elle établit que l'État peut être tenu responsable, et maintenant les tribunaux portugais devront évaluer les préjudices concrets, créant potentiellement une jurisprudence pertinente pour des cas similaires

À propos de ce résumé

Ceci est notre résumé d'un article publié par Postal do Algarve le 15 septembre 2026 à 16:10 ; le texte intégral reste chez l'éditeur. Dans notre fil, il figure dans la rubrique Économie. Nous comptons actuellement 23285 articles dans cette rubrique.

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