Distrito registou mais 23 constituições até ao final de Agosto, num ano marcado pelo dinamismo da Construção e pela quebra da iniciativa empresarial a nível nacional.
Coimbra está entre os poucos distritos do país onde aumentou a criação de empresas nos primeiros oito meses de 2026. Até ao final de Agosto, o distrito registou um crescimento de 2,3%, correspondente a mais 23 constituições do que no mesmo período do ano passado.
Os dados constam do mais recente Barómetro da Informa D&B e colocam Coimbra em contraciclo com a evolução nacional. Em Portugal, foram criadas 36 124 empresas desde o início do ano, menos 1 116 do que entre Janeiro e Agosto de 2025. A redução foi de 3%.
Apenas cinco distritos escaparam à tendência de descida. Santarém apresentou o maior aumento em números absolutos, com mais 50 empresas e uma subida de 4,4%, seguindo-se o Porto, com mais 39 constituições. Coimbra surge na terceira posição, à frente de Angra do Heroísmo, que somou mais 22 empresas, e de Vila Real, com um acréscimo de 12.
Lisboa, Faro e Funchal registaram, por seu lado, as quebras mais expressivas na criação de novos negócios.
Construção sustenta crescimento
A Construção continua a ser um dos principais motores da iniciativa empresarial em Portugal. Desde Janeiro, foram criadas 5 398 empresas neste sector, que passou a ocupar o segundo lugar entre as actividades com maior número de constituições.
Num contexto de recuo generalizado, apenas a Construção e as Tecnologias da Informação e Comunicação conseguiram crescer. Nesta última área, foram constituídas mais 135 empresas, o equivalente a um aumento de 5,3%.
Os Serviços, a Construção e as Actividades Imobiliárias concentraram, em conjunto, quase dois terços das novas empresas criadas até Agosto.
Em sentido contrário, a Agricultura e outros recursos naturais registaram menos 353 constituições, uma queda de 27%. O Alojamento e restauração perdeu 347 novas empresas, correspondendo a uma redução de 10%, enquanto os Transportes recuaram 12%, com menos 309 constituições.
Quase oito mil empresas fecharam portas
Apesar da capacidade revelada por territórios como Coimbra, o tecido empresarial nacional continua a enfrentar dificuldades. Desde o início do ano, encerraram 7 802 empresas.
Considerando os 12 meses terminados em Agosto, foram contabilizados 14 483 encerramentos em todo o país. O número representa, ainda assim, uma descida de 7,8% relativamente aos 12 meses anteriores.
A redução dos encerramentos atravessou praticamente todos os sectores, com particular destaque para os Serviços Empresariais e o Retalho. Os Transportes foram a única actividade a registar um agravamento, embora limitado a 1%.
Já as insolvências mantiveram uma ligeira trajectória de subida. Entre Janeiro e Agosto, 1 327 empresas foram alvo de novos processos, mais 1,3% do que no período homólogo.
As Actividades Imobiliárias duplicaram o número de novas insolvências, com mais 32 processos. Também o Alojamento e restauração, com uma subida de 15%, e os Serviços gerais, com um aumento de 18%, apresentaram evoluções negativas, sobretudo na Grande Lisboa.
A Agricultura e outros recursos naturais e os Serviços empresariais contrariaram este cenário, com reduções de 40% e 12%, respectivamente, no número de novos processos de insolvência.




