Lisbonne : « Votre douleur nous touche », a déclaré Mgr Rui Valério à la communauté ukrainienne
Agência ECCLESIA30 août 2026 à 17:59
Le patriarche de Lisbonne, Mgr Rui Valério, a déclaré que « votre douleur nous touche » lors d'une Veillée de prière organisée au Monastère des Hiéronymes, à Lisbonne, à l'occasion des 35 ans de la restauration de l'indépendance de l'Ukraine. L'événement a été organisé par l'Aumônerie de l'Église Gréco-Catholique Ukrainienne au Portugal et par l'Ambassade de l'Ukraine au Portugal, en présence de membres du Corps Diplomatique et de la communauté ukrainienne à Lisbonne.
Dans l'homélie de la Veillée, Mgr Rui Valério a demandé que l'Ukraine puisse vivre « en paix, en sécurité, en liberté et en dignité », soulignant que célébrer l'indépendance d'une nation, c'est aussi se demander « quel avenir nous voulons offrir aux générations suivantes ». Le patriarche a averti que la guerre « détruit des bâtiments, des écoles, des hôpitaux et des villes » et provoque une « destruction plus profonde » qui « se produit toujours dans l'être humain », séparant des familles, créant des orphelins et des veuves et transformant des projets en incertitude.
Mgr Rui Valério a défendu que « un mort n'est jamais seulement un chiffre », « un blessé n'est jamais seulement une statistique » et « un enfant terrorisé n'est jamais seulement une conséquence inévitable », rappelant que « chaque homme, chaque femme, chaque enfant possède un visage, un nom, une histoire » et une dignité que « aucune circonstance politique, aucune frontière et aucun conflit ne peuvent effacer ». Le patriarche a déclaré que la voix de l'Église doit s'élever « chaque fois que la dignité humaine est bafouée », non pour « ajouter une voix de plus au conflit », mais pour rappeler que la dignité de chaque être humain est « inviolable ».
Le patriarche de Lisbonne a déclaré que la présence à la Veillée est une manifestation de la « solidarité plus profonde que n'importe quelle différence de langue, de nationalité, de culture ou d'histoire », expliquant que « lorsqu'un être humain est blessé, quelque chose de l'humanité entière est blessé » et « lorsqu'une mère pleure un enfant, cette douleur appartient, d'une certaine manière, à nous tous ». Mgr Rui Valério a considéré que « chaque enfant qui peut dormir sans peur, chaque famille qui reste réunie, chaque personne qui rentre chez elle est une victoire de l'humanité ».
Vigília de oração no Mosteiro dos Jerónimos, por ocasião dos 35 anos da restauração da independência, pediu «paz, segurança, liberdade e dignidade» para o país
Foto Agência ECCLESIA/PR, Arquivo
Lisboa, 30 ago 2026 (Ecclesia) – O patriarca de Lisboa afirmou hoje que celebrar os 35 anos da restauração da independência da Ucrânia significa celebrar a história de um povo e questionar sobre o futuro a “oferecer às gerações seguintes” que precisa de paz e dignidade.
“Os 35 anos da restauração da independência da Ucrânia, vividos num contexto tão doloroso, são também um apelo à responsabilidade e à esperança. Hoje pedimos que a Ucrânia possa viver em paz, segurança, liberdade e dignidade”, afirmou D. Rui Valério na homilia da Vigília de Oração que decorreu no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.
Promovida pela Capelania da Igreja Greco-Católica Ucraniana em Portugal e pela Embaixada da Ucrânia em Portugal, a Vigília de Oração realiza-se no contexto do 35.º aniversário da restauração da Independência da Ucrânia, para pedir a paz para o país.
“O aniversário da independência de uma nação possui também uma dimensão moral. Celebrar a história de um povo não é apenas recordar o que aconteceu; é perguntar o que queremos construir com a liberdade recebida e que futuro queremos oferecer às gerações seguintes”, referiu o patriarca de Lisboa
D. Rui Valério afirmou que rezar pela paz é também colocar-se “ao serviço da dignidade humana”, lembrando que “a guerra destrói edifícios, escolas, hospitais e cidades” e provoca também uma “destruição mais profunda”, que “acontece sempre no ser humano”.
A guerra fere corpos, separa famílias, cria órfãos e viúvas, obriga pessoas a abandonar a sua casa, transforma projetos em incerteza e introduz o medo no quotidiano. E corre um risco terrível: fazer com que a pessoa deixe de ser vista como pessoa”.
O patriarca de Lisboa disse que “um morto nunca é apenas um número”, “um ferido nunca é apenas uma estatística” e “uma criança aterrorizada nunca é apenas uma consequência inevitável”.
“Cada homem, cada mulher, cada criança possui um rosto, um nome, uma história. Cada pessoa possui uma dignidade que nenhuma circunstância política, nenhuma fronteira e nenhum conflito podem apagar”, sublinhou.
“A voz da Igreja deve elevar-se sempre que a dignidade humana é espezinhada. Não para acrescentar mais uma voz ao conflito, nem para aumentar divisões, mas para recordar aquilo que nenhuma guerra pode tornar relativo: a dignidade de cada ser humano é inviolável”, acrescentou.
O patriarca de Lisboa referiu também que a presença na Vigília de Oração é uma manifestação da “solidariedade mais profunda do que qualquer diferença de língua, nacionalidade, cultura ou história”, porque “quando um ser humano é ferido, algo da humanidade inteira é ferido”, “quando uma mãe chora um filho, essa dor pertence, de algum modo, a todos nós” e “quando uma criança cresce entre sirenes e explosões, toda a humanidade tem razões para se interrogar”.
“Esta noite não rezamos por pessoas abstratas ou distantes. Estamos unidos ao povo ucraniano: aos que permanecem no seu país; aos que tiveram de partir; às famílias que Portugal acolheu; aos que cuidam dos feridos; aos que perderam alguém; aos que continuam a esperar; aos que trabalham pela paz. E a todos aqueles que, em qualquer lugar, carregam no corpo ou na alma as consequências da guerra”, disse D. Rui Valério na homilia da Vigília de Oração.
Para D. Rui Valério, o imperativo de construir a paz resulta da certeza de que “cada vida poupada é um bem incomensurável, “cada criança que pode dormir sem medo, cada família que permanece reunida, cada pessoa que regressa à sua casa é uma vitória da humanidade”.
A Vigília de Oração pela Paz na Ucrânia contou com a presença da embaixadores do país, membros do Corpo Diplomático e a comunidade ucraniana presente em Lisboa
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