C'est officiel : l'UE change les règles pour les propriétaires de chiens et de chats et de nouvelles obligations sont à venirPhoto de Tri Martono AS sur Pexels
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C'est officiel : l'UE change les règles pour les propriétaires de chiens et de chats et de nouvelles obligations sont à venir

Postal do Algarve30 août 2026 à 18:44

L'Union européenne a approuvé le Règlement (UE) 2026/1818, relatif au bien-être des chiens et des chats et à leur traçabilité. Le texte a été publié au Journal officiel de l'Union européenne le 10 août et est entré en vigueur le 30 août 2026, établissant pour la première fois un ensemble de règles communes aux États membres en la matière. L'application générale est prévue pour le 31 août 2028, bien que plusieurs dispositions aient leurs propres calendriers.

L'un des principaux changements concerne les personnes voyageant dans l'UE accompagnées de leur animal de compagnie. À partir du 31 août 2036, les mouvements non commerciaux de chiens et de chats en provenance de pays tiers devront être déclarés à l'avance via le système européen prévu par le règlement, généralement au moins cinq jours ouvrables avant l'entrée de l'animal dans l'Union.

Le règlement établit également des exigences en matière d'identification et d'enregistrement pour améliorer la traçabilité des animaux. Tous les chiens et chats concernés devront être identifiés par un transpondeur, communément appelé micropuce. Cependant, les délais varient : pour les opérateurs mettant des animaux sur le marché, les règles s'appliquent à partir du 31 août 2030 ; pour les chiens de propriétaires particuliers, à partir du 31 août 2036 ; et pour les chats de particuliers, uniquement à partir du 31 août 2041.

La Commission européenne explique que les nouvelles règles visent à harmoniser les exigences minimales de bien-être et de traçabilité au sein de l'UE et à lutter contre le commerce illégal de ces animaux, sur un marché où il existait des différences significatives entre les règles appliquées par les différents États membres.

A União Europeia (UE) tem novas regras para cães e gatos e uma das mudanças vai afetar quem entra no espaço europeu acompanhado do seu animal de estimação. O novo regulamento entrou em vigor este domingo, 30 de agosto, embora várias das obrigações só comecem a ser aplicadas nos próximos anos.

Trata-se do Regulamento (UE) 2026/1818, relativo ao bem-estar dos cães e gatos e à respetiva rastreabilidade. O diploma foi publicado no Jornal Oficial da União Europeia a 10 de agosto e estabelece pela primeira vez um conjunto de regras comuns aos Estados-Membros nesta matéria.

O objetivo passa por melhorar o bem-estar dos animais, aumentar a rastreabilidade e combater práticas como o comércio ilegal de cães e gatos.

Novas regras não começam todas ao mesmo tempo

Apesar de o regulamento entrar em vigor a 30 de agosto de 2026, a sua aplicação geral está marcada para 31 de agosto de 2028.

Existem, contudo, várias disposições com calendários próprios, o que significa que algumas das alterações só terão efeitos vários anos mais tarde.

É precisamente o que acontece com uma das regras destinadas a quem viaja para a União Europeia acompanhado de um cão ou gato.

Vai entrar na UE com o seu cão ou gato? Há uma nova obrigação

A partir de 31 de agosto de 2036, determinados movimentos não comerciais de cães e gatos provenientes de países terceiros terão de ser comunicados previamente através do sistema europeu previsto no regulamento.

De acordo com o artigo 26.º, quando o animal entra na União proveniente de um país ou território terceiro para fins não comerciais, o proprietário ou a pessoa autorizada terá de fornecer previamente as informações exigidas.

Esta comunicação deverá ser efetuada, regra geral, pelo menos cinco dias úteis antes da entrada do animal na UE.

Existem, no entanto, exceções previstas no próprio regulamento, nomeadamente em determinadas situações envolvendo animais que já estejam registados numa base de dados de um Estado-Membro.

Registo de cães e gatos também vai mudar

A nova legislação europeia vai bastante além das viagens. O regulamento cria igualmente requisitos de identificação e registo destinados a aumentar a rastreabilidade dos animais.

Os cães e gatos abrangidos terão de ser individualmente identificados através de um transponder, habitualmente conhecido como microchip, dentro das condições estabelecidas pelo regulamento.

Para os proprietários particulares que não colocam animais no mercado, porém, as datas não são iguais para cães e gatos.

No caso dos cães, os requisitos europeus de identificação e registo previstos no artigo 20.º passam a aplicar-se a partir de 31 de agosto de 2036.

Para os gatos pertencentes a particulares que não os colocam no mercado, a aplicação está prevista apenas para 31 de agosto de 2041.

Já para operadores e outras pessoas que coloquem cães e gatos no mercado, estes requisitos começam mais cedo, a partir de 31 de agosto de 2030.

União Europeia quer travar comércio ilegal

A Comissão Europeia explica que as novas regras procuram harmonizar os requisitos mínimos de bem-estar e rastreabilidade dos cães e gatos dentro da UE.

Entre os objetivos está também o combate ao comércio ilegal destes animais, num mercado onde até agora existiam diferenças significativas entre as regras aplicadas pelos vários Estados-Membros.

Apesar de o novo regulamento já estar oficialmente em vigor, os donos de animais devem, por isso, ter atenção às diferentes datas: a maioria das disposições começa a ser aplicada em 2028, enquanto algumas das mudanças relativas à identificação, registo e entrada de animais provenientes de países terceiros só produzirão efeitos vários anos depois.

Leia também: Pensões em Portugal podem mudar? União Europeia aponta estes 3 países como exemplo para o futuro

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