La Foire de l'Année – Fêtes Communales 2026 a officiellement ouvert ses portes le samedi 29 août à Montemor-o-Velho, donnant le coup d'envoi de 11 jours de célébrations qui se poursuivent jusqu'au 8 septembre. L'édition de cette année revêt une signification historique particulière, car elle marque les 600 ans depuis l'octroi de la foire franche annuelle à la municipalité, en 1426.
La cérémonie d'ouverture a vu la présence de la Ministre de l'Environnement et de l'Énergie, Maria da Graça Carvalho, du président de la Chambre Municipale, José Veríssimo, du président de l'Assemblée Municipale, Fernando Ramos, et de diverses entités. José Veríssimo a souligné que les personnes sont au centre de la foire, mettant en avant tous ceux qui travaillent la terre, investissent, créent des emplois et préservent les traditions sur le territoire.
Lors de l'événement, l'élu a remercié le soutien apporté à la municipalité après les tempêtes et les inondations du début de l'année, saluant les interventions de récupération des digues et le nettoyage des berges de la Vallée du Mondego. José Veríssimo a renouvelé son appel à la Ministre pour qu'une solution soit trouvée concernant les pompes de Foja, des infrastructures fondamentales pour la Vallée du Mondego et pour la paroisse d'Ereira. La Ministre a répondu qu'un système plus moderne est à l'étude pour la question des pompes.
La foire est également liée aux célébrations des 50 ans du Pouvoir Local Démocratique, Fernando Ramos évoquant le parcours construit au cours de cinq décennies de démocratie locale. Jusqu'au 8 septembre, le salon réunit en un même espace les paroisses, les associations, les entreprises, les producteurs, les artisans, les traditions, les saveurs et la culture de la municipalité, avec de la musique, de la gastronomie et une activité économique.
Seis séculos depois, Montemor-o-Velho continua a encontrar-se na Feira. A Feira do Ano – Festas Concelhias 2026 abriu oficialmente portas este sábado, 29 de Agosto, dando início a 11 dias de celebração e de afirmação de um território que junta, num mesmo espaço, as suas freguesias, associações, empresas, produtores, artesãos, tradições, sabores e cultura.
A abertura oficial contou com a presença da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, que, juntamente com o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, o presidente da Assembleia Municipal, Fernando Ramos, e diversas entidades e convidados, assinalou o início de uma edição com um significado histórico particular: os 600 anos sobre a concessão, em 1426, da feira franca anual de Montemor-o-Velho.
Para José Veríssimo as pessoas são o centro da Feira do Ano, destacando todos aqueles que trabalham a terra, investem, criam emprego, dinamizam as freguesias e associações, produzem, comercializam e preservam tradições.
“É por tudo isto que dizemos, com orgulho, que Montemor-o-Velho cabe na Feira do Ano”, afirmou, sublinhando a capacidade do certame para reunir e dar visibilidade à diversidade e à identidade do concelho.
Uma vocação que, apesar das profundas transformações ocorridas ao longo de seis séculos, permanece na essência do evento. “A Feira mudou e muito. Montemor-o-Velho também. Mas ficou esta vocação para juntar pessoas, para bem receber, para promover trocas, para dar a conhecer aquilo que produzimos e nos distingue e para celebrar o tanto que somos”, referiu.
Perante a Ministra do Ambiente e Energia, José Veríssimo recordou também os momentos difíceis vividos no início do ano, na sequência das tempestades e cheias, e agradeceu o apoio prestado ao concelho e ao Baixo Mondego, reconhecendo o trabalho desenvolvido pelo Ministério do Ambiente e Energia e pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). O autarca destacou, em particular, as intervenções de recuperação e reforço dos diques e de limpeza das margens do Vale do Mondego, elogiando a capacidade de resposta e a cooperação mantida entre as diferentes entidades.
Foi também neste contexto que o presidente da Câmara voltou a recordar que ainda “há trabalho por concluir” colocar uma preocupação do território na agenda, apelando à Ministra para que seja encontrada uma solução para as bombas do Foja, infra-estruturas fundamentais para o Vale do Mondego em particular para a freguesia da Ereira.
O Mondego, a agricultura e a capacidade de resposta do território estiveram entre os temas destacados na cerimónia. A presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Helena Teodósio, sublinhou o papel da agricultura e dos agricultores na economia e na identidade regional, defendendo uma visão integrada para a gestão do Mondego e para o reforço da resiliência do território.
Também a Ministra do Ambiente e Energia destacou a cooperação institucional demonstrada nos últimos meses. Recordando que as obras mais urgentes estão prontas, afirmou que “estamos melhor preparados para o futuro” e que “agora é hora desta população tão resiliente celebrar.” Em resposta aos pedidos do presidente da Câmara, a Ministra afirmou que está a ser estudado um sistema mais actual para a questão da bomba.
A abertura da Feira do Ano ficou igualmente ligada às comemorações dos 50 anos do Poder Local Democrático. Fernando Ramos, presidente da Assembleia Municipal, evocou o percurso construído ao longo de cinco décadas de democracia local, destacando as transformações alcançadas e o papel das mulheres na participação política e no exercício do poder local.
A efeméride está também presente na Feira através da exposição “Montemor-o-Velho 1976: Nasce o Poder Local Democrático”, que recupera a memória das primeiras eleições autárquicas democráticas.
Até 8 de Setembro, a Feira do Ano – Festas Concelhias volta a fazer de Montemor-o-Velho um lugar de encontro, com 11 dias de música, gastronomia, cultura, tradição, associativismo e actividade económica.
No convite deixado a residentes e visitantes, José Veríssimo desafiou todos a conhecer os expositores, provar os produtos locais, descobrir as freguesias, empresas, produtores e artesãos e, sobretudo, a viver e partilhar a Feira: “Esta Feira também é vossa.”