Les politiques migratoires de l'administration Trump ont un impact sur le secteur de la restauration rapide aux États-Unis. Selon une analyse du Financial Times, près de trois millions de personnes ont quitté les États-Unis en 2025, entre deportations et départs volontaires, ce qui a fait croître la population américaine de seulement 0,5% entre juillet 2024 et juillet 2025. Les données du Brookings Institution indiquent que l'immigration nette a été négative en 2025 pour la première fois depuis au moins un demi-siècle.
La communauté latine représente une part importante des clients du secteur, avec 35% des Latinos aux États-Unis consommant de la restauration rapide un jour donné. Parallèlement, le nombre de restaurants appartenant à des chaînes a augmenté entre 1% et 2% par an depuis 2021, ce qui a créé une pression supplémentaire sur un marché avec moins de consommateurs disponibles.
Les données de Placer.ai citées par le Financial Times montrent que le trafic dans les restaurants de restauration rapide a chuté presque chaque mois en 2025 et 2026, après avoir augmenté de manière constante en 2023. McDonald's va ralentir l'ouverture de nouveaux restaurants, tandis que Wendy's et Subway ont fermé des centaines d'établissements au cours de la dernière année. Jack in the Box et Wingstop ont également associé les baisses de ventes à la réduction de la consommation parmi les clients latinos.
Le problème n'est peut-être pas seulement conjoncturel. Pendant l'administration de Joe Biden, l'immigration nette aurait atteint 2,8 millions de personnes en 2022 et 3,4 millions en 2023. Une partie de l'industrie a peut-être pris des décisions d'expansion en comptant sur une croissance démographique qui n'existe plus maintenant, obligeant les chaînes à ajuster leurs plans de croissance à un marché avec moins de clients disponibles.

A ligação entre as duas realidades foi feita pelo Financial Times, que analisou o impacto da quebra da imigração nas vendas e nos planos de expansão das cadeias de fast food.
Segundo o Financial Times, quase três milhões de pessoas deixaram os Estados Unidos em 2025, entre deportações e saídas voluntárias. A população americana cresceu apenas 0,5% entre julho de 2024 e julho de 2025, muito abaixo do ritmo registado nos anos anteriores.
Os dados do Brookings Institution mostram a dimensão da mudança. Os investigadores estimam que a imigração líquida — a diferença entre quem entra e quem sai do país — tenha sido negativa em 2025, entre 10 mil e 295 mil pessoas, pela primeira vez em pelo menos meio século. A previsão é que continue muito baixa ou negativa em 2026.
Para as empresas de restauração, a alteração demográfica chega num momento particularmente difícil. Segundo o Financial Times, 35% dos latinos nos Estados Unidos consomem fast food num determinado dia, tornando esta comunidade um grupo importante para o setor. Ao mesmo tempo, o número de restaurantes pertencentes a cadeias aumentou entre 1% e 2% por ano desde 2021.
Mas há agora menos clientes a entrar pela porta. Dados da Placer.ai citados pelo Financial Times mostram que o tráfego nos restaurantes de fast food caiu em quase todos os meses de 2025 e 2026, depois de ter crescido de forma consistente em 2023. A inflação e a utilização crescente de aplicações de entrega também pesam no negócio.
A consequência começa a aparecer nas empresas. A McDonald’s vai abrandar a abertura de novos restaurantes, enquanto Wendy’s e Subway fecharam centenas de estabelecimentos no último ano, segundo o Financial Times. Em 2025, Jack in the Box e Wingstop também associaram uma quebra nas vendas à redução do consumo entre clientes latinos.
O problema pode não ser apenas conjuntural. Durante a administração de Joe Biden, a imigração líquida terá chegado a 2,8 milhões de pessoas em 2022 e 3,4 milhões em 2023, segundo as estimativas citadas pelo Financial Times. Parte da indústria poderá ter tomado decisões de expansão a contar com um crescimento populacional que agora já não existe.
É essa mudança que está a obrigar as cadeias americanas a fazer contas diferentes. Se a população cresce menos, o mercado também cresce menos — e um setor que abriu milhares de restaurantes nos últimos anos pode acabar com demasiadas lojas a disputar um número cada vez menor de clientes.