Le produit intérieur brut de l'Angola a enregistré une croissance réelle de 8,74% au deuxième trimestre en variation annuelle, selon le bulletin Comptes nationaux trimestriels publié par l'Institut national de statistiques. Aux prix courants, le PIB s'est élevé à 43,43 milliards de kwanzas, soit environ 40,9 milliards d'euros. Avec un ajustement saisonnier, l'économie a crû de 2,75%.
Ont contribué à cette évolution positive tant le secteur pétrolier, qui a crû de 5,64%, que le secteur non pétrolier, avec une performance de 9,24%. L'extraction de diamants a mené les activités avec la plus forte variation, avec 16,46%, suivie de l'information et la communication avec 14,30% et du service d'hébergement et restauration avec 12,59%.
En cumul depuis le début de l'année, la croissance rapportée a été de 7,15% par rapport à la même période de l'année dernière. La plus forte variation a été enregistrée dans l'activité de l'information et la communication avec 19,71%, du transport et entreposage avec 14,17% et de l'extraction de diamants avec 10,13%.
En juillet, le gouverneur de la Banque nationale d'Angola, Manuel Tiago Dias, a revu à la hausse la prévision de croissance du PIB de 3,5% à 3,6%, tenant compte de l'impact positif du secteur non pétrolier. L'agence de notation financière S&P Global prévoit que l'économie angolane croisse à un rythme moyen de 3,5% cette année, ralentissant pour 2,7% entre 2027 et 2029.

O Produto Interno Bruto (PIB) de Angola registou um crescimento real de 8,74% no segundo trimestre em termos homólogos, com o setor não petrolífero a representar um peso crescente na economia angolana.
A atualização foi feita no boletim Contas Nacionais Trimestrais divulgado esta sexta-feira, 29 de agosto, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A preços correntes, o PIB ascendeu a 43,43 biliões de kwanzas (cerca de 40,9 mil milhões de euros). Considerando a série com ajuste sazonal, a economia cresceu 2,75%.
Contribuíram para esta evolução positiva tanto o setor petrolífero, que cresceu 5,64% face ao segundo trimestre de 2025, como o não petrolífero, com um desempenho de 9,24%.
A extração de diamantes (16,46%) lidera as atividades cuja variação foi mais significativa em termos homólogos, seguida da informação e comunicação (14,30%), do serviço de alojamento e restauração (12,59%), dos produtos da indústria transformadora (12,22%) e da intermediação financeira e de seguros (11,83%). Os subsídios e os impostos registaram aumentos de 116,26% e de 37%, pela mesma ordem.
Numa análise em cadeia trimestral, o serviço de alojamento e restauração (10,33%) e os produtos da indústria transformadora (6,10%) observaram as maiores variações do PIB no segundo trimestre. O INE aponta também para um aumento nos subsídios e nos impostos sobre produtos em 114,61% e 7,53%, pela mesma ordem.
Quanto aos números do PIB acumulado, o gabinete de estatísticas reportou um crescimento de 7,15% ao longo do ano, relativamente ao mesmo período do ano passado. A maior variação foi registada na atividade da informação e comunicação (19,71%), do transporte e armazenagem (14,17%), da extração de diamantes (10,13%) e dos produtos da indústria transformadora (9,72%.)
Regressando aos valores nominais no segundo trimestre, os impostos sobre produtos líquidos de subsídios fixaram-se em 149,13 mil milhões de kwanzas negativos, “indicando que, no período em análise, os subsídios sobre os produtos excederam os impostos sobre os produtos”, nota o gabinete de estatísticas. Quanto ao valor agregado das atividades, a agropecuária e silvicultura registou 14,86 biliões de kwanzas, o comércio e reparação 7,01 biliões de kwanzas, a extracção e refinação de petróleo 6,97 biliões de kwanzas, e a Administração Pública, Defesa e Segurança Social 3,90 biliões de kwanzas.
Em julho, o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, reviu em alta a previsão de crescimento do PIB de 3,5% para 3,6%, considerando o impacto positivo do setor não petrolífero, que se prevê que cresça 4,32%.
A S&P Global prevê que a economia angolana cresça a um ritmo médio de 3,5% este ano, abrandando para 2,7% entre 2027 e 2029.