Standard & Poor's a décidé de maintenir dans la catégorie « A+ » la notation attribuée à la dette publique portugaise, ainsi que la perspective « positive », dans une décision qui était alignée avec les attentes des économistes. Il s'agissait de la deuxième évaluation de l'agence américaine à la dette portugaise cette année, après qu'en février elle ait amélioré la perspective de stable à positive, signalant une possible augmentation de la notation.
L'agence a souligné la « croissance économique résiliente » du Portugal et a déclaré s'attendre à ce que la hausse des prix de l'énergie provoquée par le blocage du détroit d'Ormuz ait « un impact modéré » sur l'économie portugaise cette année, en raison de la faible intensité énergétique du pays, de l'effet positif du tourisme et de l'accélération de l'investissement résultant du PRR. Après 2026, la S&P prévoit que la croissance économique se poursuit à des niveaux similaires, à mesure que le soulagement des prix de l'énergie soutient les exportations netes et que la consommation privée compense un investissement plus lent après le pic du PRR.
La perspective positive reflète la vision de l'institution selon laquelle la croissance économique du Portugal continuera à soutenir des niveaux croissants de richesse, malgré la volatilité actuelle, et que des politiques publiques prudentes, malgré la fragmentation politique, permettront au pays d'absorber les pressions budgétaires telles que les changements démographiques et les exigences de défense, sans compromettre la réduction de la dette publique.
Le maintien de la notation intervient environ un an après que la S&P ait augmenté la note de la dette souveraine nationale de « A » à « A+ », moment où le ministère des Finances a considéré qu'il s'agissait « d

A Standard & Poor’s (S&P) decidiu esta sexta-feira manter na categoria “A+” a notação atribuída à dívida pública portuguesa, bem como a perspetiva “positiva”. A decisão vai ao encontro do que era esperado pelos economistas.
Destacando o “crescimento económico resiliente” de Portugal, a S&P afirma esperar que o encarecimento dos preços da energia provocado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz tenha “um impacto moderado” na economia portuguesa este ano, devido à “baixa intensidade energética” do país, ao efeito positivo do turismo e à aceleração do investimento resultante do PRR.
“Após 2026, e sem contar com um novo choque externo, vemos o crescimento económico continuar em níveis semelhantes, à medida que o alívio dos preços da energia apoia as exportações líquidas e o consumo privado compensam um investimento mais lento após o pico” do PRR.
“O outlook positivo reflete a nossa visão de que o crescimento económico de Portugal continuará a suportar crescentes níveis de riquexa, apesar da atual volatilidade. Simultaneamente, reflete a nossa visão de que políticas públicas prudentes, apesar da fragmentação política, permitirão ao país absorver as pressões orçamentais, como as mudanças demográficas e as exigências de Defesa, sem comprometer a redução da dívida pública geral em curso”, justifica também a instituição.
Esta foi a segunda avaliação da agência norte-americana à dívida portuguesa este ano, depois de, em fevereiro, a S&P ter decidido melhorar o outlook de estável para positivo, que sinaliza um possível aumento do rating.
A manutenção da notação e da perspetiva dá-se sensivelmente um ano depois de esta mesma agência ter aumentado o rating da dívida soberana nacional de “A” para “A+”. Na altura, o Ministério das Finanças considerou ser “uma vitória para Portugal e para o caminho percorrido pelo país” na redução do endividamento.
(Notícia em atualização)