L'Autorité nationale de secours et protection civile analyse la réponse opérationnelle à l'incendie qui s'est déclaré dans la municipalité de Carrazeda de Ansiães entre le 16 et le 19 août, par le biais de réunions avec les entités impliquées dans l'opération. L'ANEPC a précisé que le processus permettrait d'évaluer le dispositif déployé et d'identifier d'éventuels enseignements tirés, mais a estimé qu'il était prématuré de se prononcer sur les critiques reçues.
L'incendie a détruit environ 4 000 hectares de forêt et de surfaces agricoles. En réponse, le mouvement « Isto Não Fica Assim » est né, composé d'habitants des villages de Vilarinho da Castanheira et Pinhal do Douro, qui se sont dits indignés par l'action du commandement sous-régional du Douro de la Protection civile.
Le porte-parole du mouvement, Pedro Correia, a critiqué la Protection civile pour sa méconnaissance du territoire et son adoption de la politique du « laisse brûler ». Selon l'habitant, à qui 100 oliviers et des réserves touristiques ont brûlé, causant des préjudice de quatre mille euros, des moyens étaient présents sur le terrain mais étaient immobilisés et ne servaient à rien. Pedro Correia a également raconté avoir été ignoré lorsqu'il a demandé de l'aide pour protéger le patrimoine de la municipalité, les moulins à eau.
Face aux préjudice causés, le mouvement a décidé de lancer une collecte de signatures qu'il compte remettre au ministre de l'Administration interne la semaine prochaine. S'ils ne sont pas entendus par le gouvernement, les habitants menacent de lancer une protestation encore ce mois-ci.
VTM
“Está em curso a análise da ocorrência registada no concelho de Carrazeda de Ansiães, através de ‘debriefings’ [reuniões] com as entidades envolvidas na operação. Este processo permitirá avaliar a resposta operacional, o dispositivo mobilizado e identificar eventuais lições aprendidas e oportunidades de melhoria”, adiantou a ANEPC, em resposta à Lusa.
Esta resposta surge no decorrer da criação do movimento “Isto Não Fica Assim”, composto por moradores das aldeias de Vilarinho da Castanheira e de Pinhal do Douro, que se dizem indignados perante aquilo que foi a atuação do comando sub-regional do Douro da Proteção Civil no combate ao incêndio, entre 16 e 19 de agosto, e que levou à destruição de 4.000 hectares de floresta e área agrícola.
O porta-voz do movimento, Pedro Correia, a quem arderam 100 oliveiras e reservas no turismo, causando um prejuízo de “quatro mil euros”, criticou a Proteção Civil, por “desconhecer” o território e utilizar a política do “deixa arder”.
À Lusa, Pedro Correia disse que “havia meios” no terreno, no entanto, estavam “parados” e o “aparato”, na prática, “não servia de nada”.
O morador contou ainda que, na noite em que o incêndio chegou a Carrazeda de Ansiães, proveniente de Torre de Moncorvo, esteve no posto do comando, onde solicitou ajuda para a proteção de património do concelho – os moinhos de água -, mas acabou “ignorado”.
A ANEPC não fez comentários às críticas apontadas, dizendo apenas que “considera prematuro pronunciar-se sobre este assunto, aguardando a conclusão desta análise, que dará origem a um relatório global”.
Face aos prejuízos causados, o movimento decidiu avançar com um abaixo-assinado, que tenciona entregar, na próxima semana, ao ministro da Administração Interna.
Caso não sejam ouvidos pelo Governo, os moradores das aldeias de Vilarinho da Castanheira e Pinhal do Douro ameaçam avançar com um protesto ainda este mês.
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