El Gobierno de Ceuta realizó un apelo público a la calma tras manifestaciones de habitantes de la ciudad española contra la crisis migratoria que degeneraron en disturbios. El mensaje, diffuso à travers les réseaux sociaux X, contenait des slogans tels que "Ceuta somos todos, não à violência, sim à união" et "Ceuta acima de tudo", accompagnés de mots comme "União", "Respeito", "Convivência" et "Futuro".
Durante la tarde del jueves, grupos de manifestantes bloquearon el paso de un camión de ayuda humanitaria de la Cruz Roja y quemaron algunas tiendas del campamento de migrantes ilegales que entraron en la ciudad el 30 de julio. La ministra de Salud, Mónica García, destacó que la Cruz Roja está realizando "un trabajo espectacular en lo humanitario y sanitario", mientras que políticos de partidos de izquierda como Ione Belarra e Irene Montero de Podemos criticaron la violencia y defendieron la necesidad de ayuda humanitaria.
Las protestas, que ya duran varios días, se producen tras el Gobierno finalmente materializar esta semana el nombramiento de un mando único para coordinar la respuesta a la crisis. El martes se conoció la intención del Ejecutivo de habilitar lugares para concentrar temporalmente a los migrantes que permanecen en la vía pública, facilitar su identificación y realizar el triaje correspondiente, como paso previo para determinar la situación individual de cada uno y activar, cuando sea el caso, los procedimientos de retorno o expulsión.
Ceuta, un pequeño territorio de unos 83.000 habitantes situado en el extremo norte de Marruecos, es una de las dos fronteras terrestres entre África y Europa. El último día de julio, en solo 24 horas, unas 72.000 personas entraron en la ciudad autónoma española y al menos 82 personas murieron intentando llegar a Ceuta nadando. Casi un mes después, siguen sin existir datos exactos sobre el número de migrantes que aún permanecen en Ceuta, con algunas estimaciones apuntando hasta 8.000 ilegales.

O Governo de Ceuta fez um apelo público à calma, após manifestações de habitantes da cidade espanhola contra a crise migratória terem degenerado em distúrbios.
A mensagem do executivo da cidade autónoma, divulgada através da rede social X, vem acompanhada de um cartaz com as mensagens: “Ceuta somos todos, não à violência, sim à união” e “Ceuta acima de tudo”.
Além disso, na parte inferior da imagem podem-se ver as palavras “União”, “Respeito”, “Convivência” e “Futuro”.
“Uma cidade, um sentido, um compromisso”, lê-se na última linha da fotografia.
Esta mensagem foi publicada depois de, durante a tarde de quinta-feira, grupos de manifestantes terem bloqueado a passagem a um camião de ajuda humanitária da Cruz Vermelha e terem queimado algumas tendas do acampamento de migrantes ilegais que entraram na cidade no passado dia 30 de julho.
A ministra da Saúde do governo socialista, Mónica García, destacou, numa mensagem na rede social X, que a Cruz Vermelha está “a fazer um trabalho espetacular no aspeto humanitário e sanitário”.
A governante também manifestou todo o seu “reconhecimento e apoio perante aqueles que os criticam, incluindo as críticas veladas”.
A secretária-geral do partido Podemos (esquerda radical), Ione Belarra, disse estar “convencida” de que a maioria dos espanhóis “não é assim, nem em Ceuta, nem na península”.
“Algo muito profundo se quebrou na nossa sociedade se se impede a Cruz Vermelha de distribuir comida a pessoas que não têm nada”, publicou Belarra no X.
“Essa maioria tem de levantar a voz”, concluiu.
Irene Montero, eurodeputada do mesmo partido, defendeu que “não há justificação possível para impedir a passagem de comida, água, mantas e ajuda humanitária”, nem para “queimar um acampamento onde vivem miseravelmente pessoas que precisam de ajuda”.
“Mas em que momento deixámos que nos transformassem nisto? Queremos mesmo um mundo onde isto é aceitável e a quem não concorda chamamos de gente má, comunistas, idealistas, ingénuos? Por mais difícil que seja a situação e por mais desastrada que seja a ação do Governo, se algo disto acontecesse aos seus filhos, eles matariam”, continuou Montero, acabando por pedir que os espanhóis não se tornem “uma merda de pessoas”.
O coordenador federal da Izquierda Unida, Antonio Maíllo, também destacou, no X, que “Ceuta precisa de soluções e certezas, não de violência e crispação que os radicais e a direita alimentam”.
Os protestos, que já duram há vários dias, ocorrem após o Governo finalmente concretizar esta semana a nomeação de um comando único para coordenar a resposta à crise, uma reivindicação que a cidade autónoma já tinha colocado desde início da crise.
Na terça-feira, foi conhecida a intenção do Executivo de habilitar locais para concentrar temporariamente os migrantes que permanecem na via pública, facilitar a sua identificação e realizar a triagem correspondente, como passo prévio para determinar a situação individual de cada um e ativar, quando for o caso, os procedimentos de retorno ou expulsão previstos pela legislação.
Ceuta, um pequeno território de cerca de 83.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos e banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com outro enclave espanhol, a cidade de Melilla.
No último dia de julho, em apenas 24 horas, cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola.
Pelo menos 82 pessoas morreram a tentar chegar a Ceuta a nado.
Quase um mês depois, continuam a não existir dados exatos sobre o número dos migrantes que ainda permanecem em Ceuta, com algumas estimativas a apontaram até 8.000 ilegais.