Les équipes de secours chinoises poursuivent aujourd'hui leurs opérations de recherche et d'évacuation des résidents et touristes dans la région de Gyirong, au Tibet, à la frontière avec le Népal, après un glissement de terrain gigantesque qui a emporté de l'eau, de la boue et des débris le long des pentes de l'Himalaya. Le phénomène, provoqué par l'effondrement d'une partie d'un glacier en altitude selon le Service géologique des États-Unis, a contraint à l'évacuation de 499 résidents et 555 touristes depuis mercredi, le 26 août. Environ 700 pompiers, soutenus par des drones et des chiens de recherche, sont mobilisés dans la zone, où une grande partie du réseau routier est impraticable.
Le bilan provisoire fait état de trois morts et 558 disparus côté chinois, tandis qu'au Népal, 469 décès ont été confirmés et 910 personnes sont portées disparues, dont 517 étrangers. Le ministère des Affaires étrangères a confirmé que trois citoyens portugais sont disparus, un homme et deux femmes.
Les autorités chinoises ont émis une alerte concernant le risque de rupture, dans les trois prochains jours, d'un vaste bassin de retenue formé à la suite du glissement de terrain, qui contient actuellement deux millions de mètres cubes d'eau et pourrait en recevoir trois millions de plus. Le ministère des Ressources en eau a ordonné aux autorités locales d'identifier les personnes dans les zones susceptibles d'être touchées, prévoyant que le niveau de l'eau atteindra son maximum le 1er septembre.
De grandes quantités de nourriture, d'eau potable, de tentes, de couvertures, de poêles et de générateurs ont été acheminées vers la région. La région autonome du Tibet est pratiquement inaccessible aux journalistes étrangers, qui ne peuvent généralement s'y rendre que lors de visites organisées par les autorités.

As equipas de resgate chinesas mobilizadas após um deslizamento de lama no Tibete prosseguem hoje as operações de busca e retirada de residentes e turistas, perante a ameaça da rutura de uma albufeira a montante.
Desde quarta-feira 26 de agosto, 499 residentes e 555 turistas foram retirados para locais seguros, informou a emissora estatal chinesa CCTV.
Cerca de 700 bombeiros, apoiados por drones e cães de busca, foram mobilizados para a região de Gyirong, na fronteira com o Nepal, atingida na quarta-feira por uma gigantesca vaga de água, lama e detritos que arrastou tudo à sua passagem.
O fenómeno, provocado, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, pelo colapso de parte de um glaciar em altitude, causou, do lado chinês, três mortos e 558 desaparecidos, segundo o mais recente balanço provisório, que poderá ainda ser revisto.
A massa de água, lama e detritos precipitou-se depois entre as encostas dos Himalaias em direção ao Nepal.
Do lado nepalês, 469 pessoas morreram e 910 estão desaparecidas, entre as quais 517 estrangeiros, numa região frequentada por caminhantes e peregrinos.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros disse na quinta-feira que há três cidadãos portugueses desaparecidos no Nepal e no Tibete, um homem e duas mulheres.
O acesso à zona, situada num vale, continua difícil do lado chinês, uma vez que grande parte da rede rodoviária está intransitável.
As equipas de resgate trabalham agora perante a ameaça de uma nova catástrofe.
As autoridades emitiram um alerta para o risco de rutura, nos próximos três dias, de uma vasta albufeira formada na sequência do deslizamento de lama, segundo os órgãos de comunicação estatais, que citaram o Ministério dos Recursos Hídricos.
A albufeira “apresenta um elevado risco de rutura e transbordamento, podendo provocar uma cheia significativa a jusante”, informou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.
A albufeira contém atualmente dois milhões de metros cúbicos de água e já ultrapassou a sua capacidade, segundo a CCTV. Poderá, contudo, receber mais três milhões de metros cúbicos nos próximos três dias.
O nível da água deverá atingir o ponto máximo em 01 de setembro, acrescentou a estação estatal.
O Ministério dos Recursos Hídricos instruiu as autoridades locais a acompanharem de perto o volume de água e a precipitação e a identificarem as pessoas que vivem nas zonas suscetíveis de serem afetadas, segundo a Xinhua.
Grandes quantidades de cevada, arroz, farinha, óleo alimentar, água potável, massa instantânea, tendas, camas de campanha, cobertores, fogões e geradores foram, entretanto, transportadas para a região, informou ainda a CCTV.
A região autónoma do Tibete é praticamente inacessível a jornalistas de órgãos de comunicação social estrangeiros, que geralmente só podem deslocar-se ao território durante visitas organizadas pelas autoridades.
Os turistas estrangeiros podem visitar o Tibete, mas têm de solicitar previamente uma autorização específica e as suas deslocações são estritamente controladas.