A recent study led by Rui Araújo, professor at the Faculty of Medicine of the University of Porto, identified warning signs for neurodegenerative diseases, such as Alzheimer's disease, in people over 76 years old. The research, published in the scientific journal Sinapse from the Portuguese Society of Neurology, revealed that apathy and the behavior of systematically looking at a family member or caregiver during medical appointments are concerning indicators of dementia.
The investigation observed patients at Neurology consultations in northern Portugal, identifying that those with specific cognitive complaints and relevant medical histories present a higher risk of developing dementia. The study also found that many people with cognitive complaints did not have prior psychiatric diseases, but still showed concerning results in cognitive tests.
Early detection is considered crucial by the researcher, as it allows for additional examinations that can lead to an adequate diagnosis, promoting interventions that preserve patients' autonomy and quality of life. Araújo highlights the importance of new therapies for early phases of Alzheimer's disease and the need for correct identification of patients.
In Portugal, it is estimated that approximately 160,000 people over 60 years old suffer from some type of dementia, mainly Alzheimer's disease. The specialist recommends regular physical exercise, a healthy diet, adequate sleep patterns, and cognitive activities to help delay the progression of dementia. The study was conducted in collaboration with other researchers from FMUP, including Mafalda Silva, Carolina Correia, and Daniel Ferro.
Um estudo recente, liderado por Rui Araújo, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, destaca sinais de alerta para doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer, em pessoas com mais de 76 anos. Publicado na revista científica Sinapse, da Sociedade Portuguesa de Neurologia, o estudo revela que a apatia e o comportamento de olhar sistematicamente para um familiar ou cuidador durante consultas médicas são indicativos preocupantes.
A pesquisa observou pacientes em consultas de Neurologia no norte de Portugal, identificando que aqueles com queixas cognitivas específicas e históricos médicos relevantes apresentam maior risco de desenvolver demência. Araújo sublinha a importância de vigilância redobrada em situações onde exames complementares não estão disponíveis, pois as queixas cognitivas não são exclusivas de doenças neurodegenerativas.
O estudo também encontrou que muitas pessoas com queixas cognitivas não apresentavam doenças psiquiátricas prévias, mas ainda assim evidenciavam resultados preocupantes em testes cognitivos. Araújo enfatiza que essas queixas são comuns e responsáveis pela maioria das consultas neurológicas, porém nem sempre indicam uma demência.
A detecção precoce é crucial, pois permite a realização de exames adicionais que podem levar a um diagnóstico adequado, promovendo intervenções que preservem a autonomia e a qualidade de vida dos pacientes. Araújo destaca a importância de novas terapias para fases precoces da doença de Alzheimer e a necessidade de identificação correta dos pacientes.
Além disso, o especialista recomenda que a prática regular de exercício físico, uma alimentação saudável, padrões de sono adequados e atividades cognitivas podem ajudar a retardar a progressão de demências. Em Portugal, estima-se que cerca de 160 mil pessoas com mais de 60 anos sofram de algum tipo de demência, principalmente a doença de Alzheimer. O estudo de Araújo contou com a colaboração de outros pesquisadores da FMUP, incluindo Mafalda Silva, Carolina Correia e Daniel Ferro.
Origem: Universidade do Porto