Deputado do PSD eleito por Évora reage às posições dos dois partidos após a abertura da Variante Nascente e questiona por que ficou por concluir o IP2 entre São Manços e Estremoz durante os oito anos de governação socialista.
A abertura ao trânsito da Variante Nascente de Évora abriu uma nova frente de confronto político em torno das acessibilidades no Alentejo. O deputado do PSD eleito por Évora, Francisco Figueira, acusa PS e PCP de uma “retórica inconsequente” sobre o IP2 e contrapõe a entrada em funcionamento dos novos 12,8 quilómetros às críticas e reivindicações apresentadas pelos dois partidos.
Numa nota de imprensa, Francisco Figueira classifica a abertura da variante como “um momento histórico” para o Alentejo e considera que a nova infraestrutura representa “mais um compromisso cumprido” pelo atual Governo na região.
A Variante Nascente de Évora tem 12,8 quilómetros e corresponde a um investimento global de 54,9 milhões de euros. A nova ligação permite desviar parte do trânsito regional que atravessava a cidade e integra o traçado do IP2 no Alentejo Central.
PSD responde às reivindicações de PS e PCP
A posição de Francisco Figueira surge depois das intervenções políticas de PS e PCP a propósito da abertura da nova infraestrutura e dos investimentos rodoviários que continuam por concretizar no Alentejo.
O parlamentar social-democrata dirige as críticas sobretudo aos anteriores anos de governação socialista e questiona por que razão não ficou concluído o troço do IP2 entre São Manços e Estremoz.
“Em vez de explicarem ao povo do Alentejo a razão pela qual não concluíram o traçado do IP2, vieram invocar a programação administrativa do PRR”, afirma Francisco Figueira.
Na nota, o deputado acusa o PS de “gabarolice inconsequente” e refere-se às posições do PCP como “exigências de má consciência”, responsabilizando politicamente os dois partidos pela forma como agora intervêm no debate sobre as acessibilidades regionais.
Francisco Figueira sustenta ainda que, durante os oito anos de governos liderados pelo PS, não foi concluído o itinerário entre São Manços e Estremoz, colocando esse argumento no centro da resposta às reivindicações feitas após a abertura da Variante Nascente.
Beja e Portalegre entram no confronto político
As críticas do deputado eleito por Évora estendem-se à situação das ligações rodoviárias de Beja e Portalegre, duas capitais de distrito do Alentejo cuja acessibilidade é também utilizada pelo parlamentar para questionar o balanço dos anteriores executivos socialistas.
Francisco Figueira associa ainda a suspensão de diferentes investimentos públicos às consequências da crise financeira que culminou no pedido de assistência financeira externa de Portugal, em 2011, considerando que essa situação deixou uma “herança pesada” com consequências para a mobilidade na região.
A leitura e a responsabilização política apresentadas são do deputado social-democrata e surgem num momento em que a abertura da Variante Nascente de Évora voltou a colocar no centro do debate regional a conclusão do IP2 e as restantes ligações rodoviárias ainda reivindicadas no Alentejo.
Francisco Figueira contrapõe, por isso, a obra agora aberta ao trânsito às críticas da oposição e resume a posição assumida pelo PSD numa frase: “Mais do que palavras e proclamações: factos e resultados.”
Augusta Serrano – Jornalista
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