Die britische Gesellschaft Welink Energy Portugal 2 (UK) Limited, die die portugiesische Solara4 in Alcoutim kontrolliert, ist seit dem 11. Juni im Vereinigten Königreich in ein Insolvenzverfahren eingetreten, gemäß dem Insolvency Act 1986. Dieses Verfahren betrifft die britische Gesellschaft, nicht die Solara4 in Portugal, deren Photovoltaikanlage weiterhin in Betrieb bleibt. Die operative Verwaltung wurde an Exus und Enertis übertragen, die die notwendigen Investitionen zur Wiederherstellung der Produktion bewerten und Lösungen für die Gläubiger analysieren, einschließlich eines möglichen Verkaufs des Vermögenswerts.
Die Anlage in Alcoutim, die seit 2021 in Betrieb ist, verfügt über eine Betriebsgenehmigung für 219 Megawatt installierte Leistung und wurde als größte Photovoltaikanlage des Landes identifiziert. Die geschätzte Investition beläuft sich auf etwa 175 Millionen Euro. Allerdings stand das Projekt vor operativen und marktbezogenen Schwierigkeiten, wobei die Stromerzeugung unter den ursprünglichen Prognosen blieb und die Großhandelspreise auf dem iberischen Markt aufgrund des Anstiegs der Solarleistung unter Druck gerieten und in bestimmten Zeiträumen sogar negative Werte erreichten.
Der Bericht der Verwalter der BDO erwähnt auch mehrere Brände in den vorangegangenen 12 Monaten, die Schäden verursachten und die Reparaturkosten erhöhten. Es wurden auch Ausfälle an Geräten festgestellt, einschließlich Schäden an Wechselrichtern, die für längere Ausfallzeiten verantwortlich waren. Das chinesische Bauunternehmen CTIEC, verantwortlich für den Bau der Anlage, fordert von der Solara4 etwa 143 Millionen Euro in einem Schiedsverfahren in Portugal, ein Betrag, der bestritten und nicht endgültig anerkannt wird. Die wichtigsten Finanzierer sind Investec und Kommunalkredit Austria mit einer geschätzten Exposition von etwa 64 Millionen Euro.
Die Welink und die Solara4 beabsichtigen, das Gelände in Alcoutim in eine hybride Anlage umzuwandeln, indem sie zur Solarerzeugung Windenergiekomponenten und Batteriespeicher hinzufügen. Der Windteil wurde nach Umweltbedenken gegenüber dem ursprünglichen Projekt überarbeitet und befindet sich seit Februar 2026 in der Prüfung im Rahmen der Umweltverträglichkeitsprüfung. Hugo Paz, Generaldirektor der Welink für die Iberische Halbinsel, erkannte an, dass ein ausschließlich solarbetriebener Park „für sich allein nicht wirtschaftlich nachhaltig wäre" und gab zu, dass ein Verkauf des Vermögenswerts in Betracht gezogen werden müsse, obwohl die Entscheidung nicht der vorherigen Geschäftsführung obliegt.
A Welink Energy Portugal 2 (UK) Limited, sociedade britânica que controla em Alcoutim a portuguesa Solara4, está desde 11 de junho num processo de ‘administration’ no Reino Unido, um mecanismo de insolvência previsto no Insolvency Act 1986. O processo abrange a empresa britânica, e não a Solara4 em Portugal, cuja central fotovoltaica de Alcoutim continua em funcionamento.
A gestão operacional e técnica da central passou entretanto para a Exus e a Enertis. Uma eventual venda do ativo está entre as opções em análise, embora não exista ainda uma decisão nesse sentido.
Em funcionamento desde 2021, a central recebeu da Direção-Geral de Energia e Geologia uma licença de exploração para 219 megawatts de potência instalada, sendo então identificada como a maior central fotovoltaica do país. O Expresso aponta para um investimento aproximado de 175 milhões de euros.
Produção abaixo do previsto e eletricidade a preços negativos
A proposta dos administradores da BDO, entregue na Companies House em 14 de agosto, refere que o projeto enfrentou uma combinação de dificuldades operacionais e de mercado, com efeitos negativos no desempenho da central e na geração de fluxos de caixa.
De acordo com o documento, a produção de eletricidade ficou de forma continuada abaixo das previsões iniciais. Ao mesmo tempo, o aumento da capacidade solar no mercado ibérico pressionou os preços grossistas, que em determinados períodos chegaram a zero ou assumiram valores negativos, reduzindo as receitas do projeto.
Segundo o Expresso, as últimas contas disponíveis da Solara4, relativas a 2023, indicavam uma faturação de 47,2 milhões de euros e um lucro de 2,9 milhões. A evolução posterior dificultou o serviço da dívida e o financiamento das intervenções necessárias para corrigir os problemas da instalação.
Incêndios e falhas técnicas agravaram dificuldades
O relatório dos administradores refere ainda vários incêndios nos 12 meses anteriores, que provocaram danos e aumentaram os custos de reparação e manutenção. Foram também identificadas falhas em equipamentos, incluindo danos em inversores, responsáveis por períodos prolongados de indisponibilidade.
Em 26 de maio, cerca de 10% da central encontrava-se fora de serviço, incluindo áreas onde existia vegetação seca a aguardar remoção. A estimativa então apresentada apontava para um período de oito a 14 semanas para recuperar as zonas afetadas, não significando que toda a central estivesse parada.
Construtora chinesa reclama 143 milhões de euros
A situação é também marcada por um diferendo com a China Triumph International Engineering, conhecida pela sigla CTIEC, empresa ligada ao grupo estatal chinês China National Building Material Group Corporation e responsável pela construção do empreendimento.
A CTIEC reclama cerca de 143 milhões de euros à Solara4 num processo de arbitragem iniciado em Portugal. Trata-se de um montante contestado, e não de uma dívida definitivamente reconhecida. Hugo Paz, diretor-geral da Welink para a Península Ibérica, atribuiu parte dos problemas técnicos ao alegado incumprimento das obrigações contratuais pela construtora, versão que corresponde à posição da empresa.
Os principais financiadores do projeto são o Investec e o Kommunalkredit Austria, cuja exposição é estimada pelo Expresso em cerca de 64 milhões de euros.
Nova gestão avalia recuperação e eventual venda
No âmbito do processo britânico, foi terminado o acordo de gestão que ligava a Solara4 a uma empresa do grupo Welink. A gestão operacional e técnica foi transferida para a Exus e a Enertis, que deverão avaliar os investimentos necessários para recuperar e aumentar a produção.
O objetivo passa por proteger o valor do ativo, melhorar o seu desempenho e analisar as soluções disponíveis para os credores, entre as quais uma eventual venda a novos investidores. Hugo Paz admitiu ao ECO que essa hipótese terá de ser considerada, mas sublinhou que a decisão não pertence à anterior gestão.
O responsável garantiu também que a central permanece em operação, embora “com alguns defeitos” que estão a ser resolvidos, e afastou o risco de uma paragem da instalação.
Projeto eólico continua em análise ambiental
A Welink e a Solara4 pretendem transformar o complexo de Alcoutim numa instalação híbrida, juntando à produção solar componentes de energia eólica e armazenamento em baterias. Hugo Paz reconheceu ao Expresso que, nas atuais condições, uma central exclusivamente solar “não seria economicamente sustentável por si só”.
A vertente eólica foi reformulada depois das reservas ambientais levantadas ao projeto inicial. O portal oficial Participa indica que o novo projeto, promovido pela Solara4, permanece em análise no âmbito da avaliação de impacte ambiental desde 4 de fevereiro de 2026.
Hugo Paz disse ao ECO esperar que os procedimentos necessários para fazer avançar o projeto fossem definidos em setembro. Até 30 de agosto, contudo, não estava publicada uma decisão final da Agência Portuguesa do Ambiente sobre a reformulação.
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