In Portugal wird das Jahr 2024 von einem ungewöhnlichen Phänomen an der portugiesischen Küste geprägt: Die Tejo-Qualle (Catostylus tagi) ist zur meistgesichteten gelatinösen Art im Land geworden und macht mehr als 60 % aller Meldungen aus, die das Projekt GelAvista seit Jahresbeginn erhalten hat. Diese Art zeichnet sich durch ihre acht verdickten Mundarme in Traubenform aus, in denen sich die Nesselzellen befinden, und durch die kreuzförmigen Gonaden aus, die durch die Glocke sichtbar sind. Sie kann bräunliche, weiße, bläuliche oder rosafarbene Töne aufweisen.
Das Projekt GelAvista sammelt seit zehn Jahren Informationen über Quallen und andere gelatinöse Organismen an der portugiesischen Küste und verfügt über 3955 registrierte Beobachter, von denen viele Touristen und im Ausland lebende Portugiesen sind. Laut Antonina dos Santos, der Projektleiterin, rangiert die Portugiesische Galeere mit 15 % der Meldungen an zweiter Stelle, gefolgt von der Segelqualle mit etwa 6 %. Historisch gesehen war die Tejo-Qualle nur die zweithäufigste erfasste Art, wobei die meisten Sichtungen im Tejo-Ästuar konzentriert waren.
In diesem Jahr konzentrieren sich zum ersten Mal in zehn Jahren GelAvista die meisten Meldungen der Tejo-Qualle im Sado-Ästuar und der angrenzenden Küstenzone, was 60 % des Gesamtaufkommens entspricht. Viele dieser Sichtungen beziehen sich auf große Ansammlungen mit mehr als 100 Individuen. Im Gegensatz dazu machen Sichtungen aus dem Tejo-Ästuar und der Ria de Aveiro jeweils nur 19 % aus. Die Portugiesische Galeere wurde nur gelegentlich gesichtet, hauptsächlich auf den Azoren, und Sichtungen der Segelqualle und der Trompetenqualle waren sehr selten.
Antonina dos Santos erklärt, dass die Spitzenwerte bei den Sichtungen sowohl die natürliche Häufigkeit der Arten in den portugiesischen Gewässern als auch die stärkere Präsenz von Menschen in den Küstengebieten während des Frühjahrs und Sommers widerspiegeln. Obwohl die Daten darauf hindeuten, dass die Quallenproduktion im Sado im Vergleich zu den übrigen Regionen erheblich höher war, konnte noch nicht identifiziert werden, welche Umweltvariable diese außergewöhnliche Produktion nur in diesem Gebiet ausgelöst hat, was auf die Nähe zwischen Sado und Tejo zurückzuführen ist.
Desde o início do ano, a medusa-do-Tejo (Catostylus tagi) tem sido a espécie de gelatinosos mais avistada em Portugal, em especial no estuário do Sado e na zona costeira adjacente, contou à Wilder Antonina dos Santos, do projeto GelAvista.
Há já dez anos que o GelAVista reúne e estuda informação sobre as espécies de medusas e de outros organismos gelatinosos na costa portuguesa. Desde então o projeto obteve registos de 3955 observadores, muitos deles turistas e estrangeiros residentes em Portugal.
O verão é a estação do ano quando se regista o pico de avistamentos de medusas-do-Tejo e de medusas-tambor. Já no inverno e na primavera são mais frequentes outras espécies de gelatinosos, como a caravela-portuguesa e a veleiro.
“Os picos refletem tanto a abundância natural das espécies nas águas portuguesas como a maior presença de pessoas nas zonas costeiras. Por isso, é habitual observar um aumento de registos na primavera e verão”, explicou Antonina dos Santos.
Este ano está a ser o ano das medusas-do-Tejo. Esta é uma espécie de grandes dimensões, que se distingue pelos oito braços orais espessos em forma de cachos de uva, onde se localizam as células urticantes, e pelas gónadas (órgãos sexuais) em cruz, visíveis através da sua campânula.
Avistada em tons acastanhados ou brancos e, por vezes, até azulados ou rosados, a medusa-do-Tejo acaba, muitas vezes, arrojada nas praias, dada a sua incapacidade de contrariar a força das correntes e marés.
“Desde o início do ano, a medusa‑do‑Tejo tem sido a espécie mais avistada, representando mais de 60% de todos os avistamentos recebidos”, contou Antonina dos Santos à Wilder. “A caravela‑portuguesa surge como a segunda espécie mais observada (15%), seguida da veleiro, com cerca de 6% dos registos.”
Segundo a responsável, a principal diferença relativamente aos anos anteriores está na elevada quantidade de avistamentos de medusa‑do‑Tejo.
“Historicamente, esta espécie é a segunda mais registada no GelAvista, com a maioria dos avistamentos concentrados no estuário do Tejo e sua zona de influência. Em 2025, a medusa‑do‑Tejo representou apenas 14% dos avistamentos, sendo a caravela‑portuguesa a espécie mais observada nesse ano.”
Este ano, porém, verifica‑se uma alteração significativa. “A maioria dos avistamentos de medusa‑do‑Tejo ocorreu no estuário do Sado e na zona costeira adjacente”, informou Antonina dos Santos.
Já a caravela‑portuguesa tem sido avistada apenas ocasionalmente, sobretudo nos Açores, ao contrário de anos anteriores, em que era mais frequente.
Além disso, “os avistamentos de veleiro e medusa‑tambor foram muito raros”.
Sado concentra, pela primeira vez, a maioria dos registos
Este ano, 60% dos avistamentos de medusa‑do‑Tejo ocorreram no estuário do Sado e na zona costeira adjacente. Esta é “a primeira vez em 10 anos de GelAvista que esta região concentra a maioria dos registos”, salientou.
Além disso, muitos avistamentos correspondem a grandes agregações, com mais de 100 indivíduos num único registo.
“Em contraste, os avistamentos provenientes do estuário do Tejo e zona costeira adjacente representam apenas 19%, valor semelhante ao registado na ria de Aveiro.”
Segundo Antonina dos Santos, “estes dados sugerem que a produção de medusas desta espécie foi substancialmente superior no Sado face às restantes regiões do país”.
Mas devido à proximidade entre o Sado e o Tejo, ainda não foi possível identificar que variável ambiental poderá ter desencadeado esta produção excecional apenas no Sado.
Agora é a sua vez.
Se observar um gelatinoso, pode enviar uma mensagem para o email do projeto ([email protected]) ou através das redes sociais. Para que um avistamento seja validado é necessário saber o local, a data, a hora e quantos indivíduos aproximadamente foram observados, bem como adicionar uma fotografia que permita a correta identificação da espécie. Pode também utilizar as apps do GelAvista, no telemóvel. Saiba mais aqui.
Saiba aqui qual a diferença entre medusas e alforrecas.

O conteúdo Em Portugal, este está a ser o ano das medusas-do-Tejo também está disponível em Wilder.