Die portugiesischen Schussexporte sind im ersten Halbjahr im Jahresvergleich um 2,1% auf 813 Millionen Euro gesunken, in einem Kontext der allgemeinen Verlangsamung des globalen Schuhhandels, wie der Branchenverband APICCAPS mitteilte. Dieser Rückgang war dennoch geringer als der von Italien und Spanien, die beiden Hauptkonkurrenten Portugals, deren kumulative Verluste bis Mai 4,3% bzw. 7,3% betrugen. Der Geschäftsführer der APICCAPS, Paulo Gonçalves, erklärte, dass die portugiesische Industrie eine sehr schwierige Phase durchläuft, aber besser als viele Konkurrenten dem Druck standhalten konnte und eine internationale Position basierend auf Wert, Qualität und Reaktionsfähigkeit bewahrte.
Der Sektor arbeitet unter intensivem Druck, wobei die bewaffneten Konflikte in der Ukraine und im Nahen Osten die Wertschöpfungskette der Mode beeinträchtigen und den Zugang zu traditionell wichtigen Luxusmärkten für portugiesische Unternehmen erheblich reduzieren. Die Situation wird durch logistische Unterbrechungen verschärft, insbesondere in der Straße von Hormus, die die Wirtschaftstätigkeit beeinträchtigen und zu höheren Kosten beitragen. International gesehen standen alle wichtigen Akteure in den ersten fünf Monaten des Jahres 2026 vor Schwierigkeiten, wobei China Verluste von 10,9%, Brasilien von 15,7% und die Türkei von 5,3% verzeichneten.
Im Jahr 2025 festigte Portugal seine Führungsposition gegenüber Spanien bei der Schuhproduktion und blieb der zweitgrößte Produzent Europas. Die Exporte nationaler Schuhe stiegen um 0,8

As exportações portuguesas de calçado caíram 2,1% no primeiro semestre, em termos homólogos, para 813 milhões de euros, num contexto de “desaceleração geral no comércio global de calçado“, anunciou esta sexta-feira a associação setorial APICCAPS.
Segundo a Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS), esta quebra foi, ainda assim, menor do que a registada pela Itália e pela Espanha, os dois principais concorrentes de Portugal, cujas perdas acumuladas até maio ascendiam a 4,3% e 7,3%, respetivamente.
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“A indústria portuguesa está a passar por um período muito difícil, assim como a maioria dos principais produtores do mundo. Mesmo assim, Portugal conseguiu resistir melhor à pressão do que muitos dos seus concorrentes e preservar uma posição internacional baseada em valor, qualidade e capacidade de resposta das empresas”, afirma o diretor executivo da APICCAPS, citado na mais recente newsletter da associação.
Embora reconhecendo que “não se pode minimizar a contração das exportações”, Paulo Gonçalves salienta que “deve ser vista no contexto de uma desaceleração geral no comércio global de calçado” e considera que “os resultados mostram que a estratégia de Portugal continua adequada e que as empresas conseguiram defender os seus mercados num ambiente de enorme pressão”.
“O setor opera sob intensa pressão: os conflitos armados na Ucrânia e no Oriente Médio continuam a afetar a cadeia de valor da moda, reduzindo significativamente o acesso a mercados de luxo que tradicionalmente foram importantes para as empresas portuguesas”, explica.
Uma situação, acrescenta, “agravada por interrupções logísticas, especialmente no estreito de Ormuz, que estão a penalizar fortemente a atividade económica e a contribuir para custos mais altos”.
Segundo a APICCAPS, “internacionalmente, todos os principais players enfrentaram dificuldades significativas nos primeiros cinco meses de 2026″, com a China a registar perdas de 10,9%, o Brasil 15,7% e a Turquia 5,3%. Já o Vietname revelou-se mais resiliente que os concorrentes asiáticos, recuando apenas 1,3%.
Em 2025, Portugal consolidou sua liderança sobre a Espanha na produção de calçado e manteve-se o 2.º maior produtor da Europa, com as exportações de calçado nacional a crescerem 0,8%, para 1.718 milhões de euros, recuperando após dois anos de queda e contrariando a tendência negativa das indústrias italiana e espanhola.
A Alemanha foi o principal destino do calçado português, representando 24% das exportações, seguida pela França com 20%, pela Holanda e Espanha, ambas com 11%, e pelo Reino Unido com 6%.
De acordo com dados do “World Footwear Yearbook 2026”, Portugal subiu em 2025 para a 18.ª posição entre os maiores produtores mundiais de calçado, num ranking liderado pela China, que responde por 55% da produção global.
O estudo, publicado anualmente pela APICCAPS, indica que em 2025 Portugal representou 0,3% da produção mundial em volume e 0,5% em valor, sendo cerca de 93% dos sapatos produzidos no país vendidos em 174 mercados.
Em 2025, Portugal ocupou a 13.ª posição entre os maiores exportadores mundiais de calçado em valor, com vendas de 1.949 milhões de dólares (cerca de 1.718 milhões de euros à taxa de câmbio no período de referência), e o 17.º lugar em volume, com 69 milhões de pares exportados.
O preço médio de exportação aumentou 2,5%, para 28,25 dólares por par, mantendo o país o segundo posto a nível mundial, apenas atrás da Itália.
A APICCAPS nota que a indústria portuguesa está a diversificar as suas categorias de materiais e produtos: O calçado de couro caiu de 69% das exportações há três anos para 58%, enquanto o peso dos produtos de borracha e plástico aumentou de 13% para 21% e a dos produtos têxteis de 8% para 12%.
No calçado impermeável, Portugal já ocupa o 5.º lugar entre os maiores exportadores mundiais, com uma participação de 3,4% e vendas de 55 milhões de dólares (47,2 milhões de euros).