БЛОКНОТЫ ВОСТОКА – КОГДА ЖИВОПИСЬ ПРОЩАЕТСЯ: «КАРАНТИН» ВСТУПАЕТ В СВОЙ ПОСЛЕДНИЙ ЧАС В КАЗА-ГАРДЕНФото: wsdamiao на Pexels
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БЛОКНОТЫ ВОСТОКА – КОГДА ЖИВОПИСЬ ПРОЩАЕТСЯ: «КАРАНТИН» ВСТУПАЕТ В СВОЙ ПОСЛЕДНИЙ ЧАС В КАЗА-ГАРДЕН

oRegiões11 сентября 2026 г. в 16:36

Выставка «Карантин» Карлоса Мораиса Жозе, объединяющая живопись и поэзию в Доме Garden — Фундациу Ориенти в Макао, проводит свою заключительную сессию 12 сентября 2026 года в 16:30 с финальной беседой с автором в Нижней галерее. Экспозиция, вдохновленная поэзией Мораиса Жозе, исследует связь между живописной материей и литературным измерением, предлагая пространство, где изображение и слово сближаются без взаимного иллюстрирования. На

CADERNOS DO ORIENTE - Carlos Morais José: um amigo, um jornalista, uma vida escrita entre macau e o oriente
Foto: Fernando Jesus Pires – Diretor do Jornal ORegiões
 
CADERNOS DO ORIENTE
 
Exposição de Carlos Morais José encerra-se a 12 de setembro, com uma conversa final com o autor, na Galeria Inferior da Casa Garden, em Macau
 
Há exposições que terminam quando as portas se fecham. Outras deixam no espaço uma espécie de silêncio prolongado, como se as obras recusassem a despedida. «Quarentena», de Carlos Morais José, chega à sua última etapa com uma sessão que pretende prolongar esse diálogo entre pintura, palavra e memória. A finissage, marcada para 12 de setembro de 2026, às 16h30, terá lugar na Galeria Inferior da Casa Garden — Fundação Oriente, com uma conversa final com o autor.
 
A sessão constitui a última oportunidade para visitar uma exposição de pintura, inspirada na poesia de Carlos Morais José. Entre a matéria pictórica e a dimensão literária, «Quarentena» propõe um território de aproximações, onde a imagem não surge como simples ilustração da palavra, mas como outra possibilidade de a escutar, interrogar e transformar.
 
No centro da exposição encontra-se, assim, uma relação essencial: a que se estabelece entre o poema e a pintura. São linguagens distintas, mas capazes de partilhar o mesmo espaço de tensão — o lugar onde uma frase pode adquirir cor, onde uma imagem pode sugerir uma narrativa e onde o silêncio também se torna matéria de expressão.
 
A presença do autor na sessão de encerramento acrescenta uma dimensão particular ao momento. A conversa permitirá um contacto direto com Carlos Morais José e abrirá espaço para uma reflexão sobre a exposição, sobre a relação entre a sua poesia e a pintura que dela parte, bem como sobre os caminhos de leitura que «Quarentena» deixa atrás de si.
 
A escolha da palavra «Quarentena» carrega, por si só, uma força simbólica. Evoca suspensão, recolhimento, distância, espera e passagem. Num tempo em que a experiência coletiva da separação permanece inscrita na memória recente, o título ganha uma espessura que ultrapassa a referência imediata e convoca uma leitura mais ampla sobre o isolamento, a interioridade e a transformação do olhar.
 
Na obra exposta, a pintura surge como espaço de tradução e de confronto. Não se trata apenas de transpor versos para a tela, mas de permitir que a matéria pictórica encontre a sua própria voz diante da poesia. É nesse intervalo — entre o que a palavra nomeia e aquilo que a imagem apenas sugere — que a exposição encontra parte da sua força.
 
O encerramento assume, por isso, uma natureza menos definitiva do que poderia parecer. Uma exposição acaba no calendário, mas permanece na memória daqueles que a viram. E uma conversa com o autor pode deslocar novamente o sentido das obras, acrescentando à experiência visual a voz de quem esteve na origem da palavra.
 
A Casa Garden, espaço de reconhecida importância cultural em Macau e ligada à atividade da Fundação Oriente, acolhe este último encontro como ponto final de um percurso que cruza criação literária, pintura e reflexão. Para quem ainda não visitou «Quarentena», a tarde de 12 de setembro representa a derradeira ocasião para conhecer a exposição no espaço da Galeria Inferior e, depois, participar na conversa com o autor.
 
Entre a pintura que permanece na parede e a palavra que continua para lá dela, «Quarentena» prepara-se para fechar as portas. Mas certas exposições não terminam no momento da despedida: começam, precisamente aí, a existir na memória de quem as atravessou.
 
Finissage & Conversa com o Autor — «Quarentena», de Carlos Morais José
12 de setembro de 2026 | 16h30
Galeria Inferior, Casa Garden — Fundação Oriente
 
 
Nota editorial: este texto foi redigido exclusivamente a partir das informações fornecidas para a divulgação da iniciativa. As formulações relativas à exposição, ao seu conceito e à relação entre pintura e poesia são apresentadas em registo jornalístico-cultural e não pretendem acrescentar factos não confirmados pela organização.
 
Fernando Jesus Pires,
Jornalista CP-Nacional e CP-Internacional
Diretor do jornal independente OREGIÕES
 

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