O Regimento de Cavalaria n.º 3 (RC3) voltou a abrir as suas portas à comunidade nos dias 4 e 5 de setembro, numa iniciativa marcada pela tradição, pelo património, pela cultura e pelo convívio e que teve como um dos momentos de maior destaque a tradicional Marcha a Cavalo de Elvas a Estremoz.
Durante dois dias, o RC3 foi palco de várias atividades que aproximaram a instituição da comunidade e levaram para as estradas do Alentejo memórias de outros tempos, numa celebração que procurou, simultaneamente, preservar a história e projetar o futuro.
Na sexta-feira, dia 4, cavaleiros e participantes partiram de Elvas rumo a Estremoz, atravessando as paisagens alentejanas e passando por Vila Viçosa, onde, como manda a tradição, foram realizadas as habituais apresentações de cumprimentos. A marcha terminou em Estremoz, cidade que mantém uma relação histórica e profunda com o Regimento de Cavalaria n.º 3.
No sábado, dia 5, as atenções voltaram-se para a estrada, com o Passeio de Carros Clássicos e Motorizadas Antigas, que trouxe ao Alentejo verdadeiras peças de história automóvel, despertando memórias e admiração entre os participantes e a população. Mais do que um conjunto de iniciativas, estes dois dias representaram um encontro entre história, tradição, património e comunidade, reforçando o papel do RC3 enquanto instituição profundamente ligada ao território.
Presente nas diversas atividades, o Comandante do Regimento de Cavalaria n.º 3, Coronel de Cavalaria Luís Pimenta, destacou, em declarações à Rádio Campanário, o significado da Marcha a Cavalo e a importância de preservar a memória da instituição. “Trata-se acima de tudo de honrar o passado”, afirmou.
O Comandante explicou que o percurso da Marcha a Cavalo está profundamente ligado à história do próprio Regimento, tendo em conta que termina em Estremoz, cidade que é “a casa do regimento há 151 anos”. Mas preservar a memória não significa ficar preso ao passado. Luís Pimenta sublinha que, apesar da importância da história, no RC3 “se olha para o futuro”.
Uma visão que passa também pela relação próxima com a comunidade e pelo trabalho desenvolvido em parceria com o movimento associativo. Para o Coronel Luís Pimenta, a ligação à comunidade assume uma importância particular, defendendo um modelo de instituição próxima das pessoas.
“Defendemos um regimento de portas abertas à comunidade”, afirmou, destacando a forma como o RC3 é acarinhado pela população. Esta proximidade materializa-se em iniciativas como as realizadas ao longo destes dois dias, que permitem levar para fora das paredes do Regimento a sua história, as suas tradições e a sua identidade, ao mesmo tempo que aproximam a comunidade da instituição militar.
Prestes a completar 319 anos, o Regimento de Cavalaria n.º 3 carrega uma história longa e marcada por diferentes momentos, mantendo, contudo, uma característica que o seu Comandante considera essencial. O RC3 “sempre esteve na vanguarda”, sublinhou Luís Pimenta, uma realidade que, ao longo dos anos, lhe valeu inúmeras condecorações e reconhecimento.
Mesmo num contexto atual em que militares do Regimento se encontram além-fronteiras, o RC3 continua a afirmar-se como uma referência.
Também o Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Sádio, destacou a importância destas iniciativas e da presença do Regimento na cidade. Em declarações à Rádio Campanário, o autarca saudou “o Regimento de Cavalaria pela forma irrepreensível como sempre organiza as iniciativas”, evidenciando a importância da presença do RC3 em Estremoz.
Para José Daniel Sádio, a relação entre a cidade e o Regimento ultrapassa a simples proximidade geográfica. “A cidade e o RC3 fundem-se”, afirmou. O Presidente da Câmara destacou ainda a parceria e o relacionamento saudável existente entre os diferentes agentes locais, nomeadamente com o movimento associativo, considerando que estes momentos contribuem para elevar Estremoz e reforçar a sua dinâmica.
Entre cavalos, automóveis clássicos, motorizadas antigas e encontros entre gerações, o RC3 voltou a mostrar que a tradição pode ser também uma ponte para o futuro.
A Marcha a Cavalo de Elvas a Estremoz e o Passeio de Carros Clássicos e Motorizadas Antigas foram, assim, muito mais do que momentos de convívio: foram uma forma de preservar a memória, celebrar a identidade e reforçar os laços entre o Regimento e a comunidade. A poucos passos de completar 319 anos, o RC3 mantém viva uma história construída ao longo de séculos, mas fá-lo, como sublinha o seu Comandante, com os olhos postos no futuro e com um princípio cada vez mais presente: um Regimento de portas abertas à comunidade.
Veja as imagens de alguns momentos destas atividades:






















































