«Порту» вернулся к лидерству в португальском национальном первенстве после трёх туров, оставаясь непобедимым. При 13 месяцах работы Франческо Фариоли в качестве тренера клуб достиг спортивной стабильности, которой ему не хватало в предыдущие месяцы. Статья признаёт заслуги итальянского тренера в достигнутых результатах.
Однако автор резко критикует отсутствие общения на португальском языке со стороны Фариоли. Спустя более года и вступление во второй сезон всё официальное общение тренера по-прежнему осуществляется исключительно на английском и итальянском языках, без каких-либо видимых усилий обратиться к болельщикам на местном языке.
В статье утверждается, что эта ситуация свидетельствует об отсутствии принадлежности и уважения к дому, в котором он работает. Приводятся примеры других иностранных тренеров, таких как Бобби Робсон, говоривший по-португальски в Порту, и Пеп Гвардиола, выучивший немецкий за несколько месяцев, что позволяет предположить, что в других странах такая ситуация не была бы принята.
Автор заключает, что пресс-конференции предназначены для членов клуба, молодых игроков академии и города, а не для раздевалки. Без этого минимального усилия в общении болельщикам передаётся послание о том, что тренер «проездом» и ему не нужны они для победы.
Com 13 meses de Dragão e nem uma “boa tarde” em português.
Com três jornadas decorridas, o FC Porto voltou a ganhar, sendo líder invicto. Ganhou jogos, ganhou um campeonato nacional em 2025/2026, ganhou a estabilidade que lhe faltou depois de meses algo confusos. Reconheça-se o mérito do seu treinador, o italiano Francesco Farioli.
Mas há um jogo que não está a ganhar: o do respeito pela casa onde está.
Ao fim de mais de um ano, a entrarmos na segunda época, a comunicação oficial continua a ser feita exclusivamente em inglês e italiano.
Nem um “boa tarde”, nem um “obrigado”, nem um esforço minimamente visível de dizer ao adepto, na língua dele, que se percebe onde exerce a atividade.
Não é uma questão de poliglotismo. É uma questão de pertença.
Noutros quadrantes, onde o futebol é levado (mais) a sério isto não aconteceria, fosse na Alemanha, na Espanha ou na Inglaterra. Um treinador estrangeiro, na sua segunda época que não fizesse a abertura de conferência de imprensa na língua local seria visto como alguém distante.
Ter presente que Bobby Robson, sendo inglês, no Porto falava português e Pep Guardiola aprendeu alemão em poucos meses.
Sabemos que o balneário fala inglês, são assim os tempos modernos… Só que a conferência de imprensa não tem como destinatário o balneário. Destina-se a nós. É para o sócio que paga a sua quota. É para o jovem da formação. É para a cidade, que sente e vive o pulsar do seu clube (mais) representativo.
E, quando não existe esse esforço mínimo, a mensagem que passa para a bancada, para os seus muitos adeptos – certa ou errada – corresponderá a: “estou aqui de passagem, não preciso de vocês para ganhar”.
E, sem (saber) comunicar é vencer só metade!
Uma vez mais, as tais ‘coisas’ da ‘coisa desportiva’ e… não só!
*Embaixador para a Ética no Desporto, uma vez, Embaixador para sempre