Президент Венесуэлы Николас Мадуро подтвердил историческое нефтяное соглашение с Соединенными Штатами, о котором было объявлено временным президентом Делси Родригес в социальных сетях. Протокол предусматривает разработку 17 стратегических месторождений с подтвержденным потенциалом в 65 миллиардов баррелей нефти, что позволит значительно увеличить добычу при участии частных операторов.
Согласно заявлению Родригес, соглашение предполагает инвестиции в размере более 100 миллиардов долларов и налоговые поступления в размере более 209 миллиардов долларов для венесуэльского государства. Она выразила глубокую благодарность Дональду Трампу и главе американской дипломатии Марко Рубио за готовность развивать то, что она назвала исторической вехой в двусторонних отношениях между двумя странами.
Соглашение стало возможным благодаря укреплению отношений между Каракасом и Вашингтоном, которые официально возобновили дипломатические связи в марте после семи лет перерыва. Венесуэла обладает одними из крупнейших в мире запасов нефти — около 303 миллиардов баррелей, что составляет примерно 17% мировых резервов, — хотя в настоящее время добывает лишь около 1% мировой нефти.
Часами ранее Дональд Трамп объявил, что Соединенные Штаты заключили крупнейшее нефтяное соглашение в мировой истории. Американский президент испыты

“A Venezuela anuncia um acordo histórico com o Governo dos Estados Unidos, que terá um impacto significativo no renascimento da nossa nação”, disse Delcy Rodríguez, quase nove meses depois da captura do Presidente Nicolás Maduro pelo exército norte-americano.
Num comunicado divulgado nas redes sociais, na sexta-feira, a Presidente interina revelou que o acordo permitirá “um aumento considerável da produção de petróleo com a participação de operadores privados”.
O protocolo prevê “o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, com um potencial comprovado de 65 mil milhões de barris de petróleo”, sublinhou Rodríguez.
A dirigente acrescentou que prevê “um investimento de mais de 100 mil milhões de dólares [86 mil milhões de euros] e mais de 209 mil milhões de dólares [180 mil milhões de euros] em receitas fiscais para o Estado”.
A líder expressou “profunda gratidão” a Donald Trump, e ao chefe da diplomacia dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, pela “sua disponibilidade para desenvolver” uma aliança que descreveu como “um marco histórico nas relações bilaterais”.
Rodríguez afirmou que o acordo foi assinado graças ao “fortalecimento das relações” entre Caracas e Washington, que retomaram formalmente os laços diplomáticos em março, após um hiato de sete anos.
O protocolo facilitará um “fluxo significativo de investimentos destinados à recuperação e reconstrução da infraestrutura estratégica para o desenvolvimento” da indústria de hidrocarbonetos da Venezuela, garantiu a Presidente interina.
A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, estimada em 303 mil milhões de barris de crude, o que representa cerca de 17% da oferta mundial, segundo a Administração de Informação Energética norte-americana.
“Estes investimentos contribuirão não só para a recuperação e modernização da nossa indústria, mas também para o crescimento económico do nosso país, a segurança energética do nosso hemisfério e um maior equilíbrio nos mercados internacionais”, afirmou Rodríguez.
A antiga vice-presidente de Maduro indicou que o objetivo é “avançar para a consolidação de uma potência energética produtiva”, colocando as “imensas reservas ao serviço do desenvolvimento nacional, da criação de emprego, do aumento do rendimento dos trabalhadores e do bem-estar” dos venezuelanos.
“A Venezuela está, assim, a consolidar uma nova etapa de recuperação, crescimento, produção, segurança e prosperidade para o nosso povo”, acrescentou Rodríguez.
Na segunda-feira, a presidente interina tinha dito que o país está atualmente a produzir 1,23 milhões de barris por dia de petróleo, o nível mais elevado desde fevereiro de 2019.
Horas antes, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos fecharam “o maior acordo de petróleo da história mundial”, para assumir o controlo de 65 mil milhões de barris das reservas de petróleo da Venezuela.
Trump enfrenta uma pressão crescente para lidar com os elevados preços da gasolina, enquanto a guerra no Irão completa seis meses sem previsão de término.
As reservas estratégicas de petróleo norte-americanas caíram no início de agosto para menos de 300 milhões de barris, uma redução de mais de 100 milhões de barris desde o início de 2026.
Ao contrário de outras partes do mundo, onde os geólogos têm de procurar petróleo inexplorado, as reservas de petróleo sob solo venezuelano estão em grande parte mapeadas e conhecidas, segundo os especialistas.
Mas, devido às fracas infraestruturas, o país produz apenas cerca de 1% do petróleo mundial.