Муниципалитеты просят правительство гарантировать финансирование проектов Плана восстановления и устойчивости (PRR), которые всё ещё находятся в процессе реализации, предупреждая, что эти инвестиции рискуют остаться в подвешенном состоянии после истечения срока действия европейской программы. Национальная ассоциация португальских муниципалитетов (ANMP) признаёт положительный баланс, представленный исполнительной властью, и выполнение целевых показателей PRR, но выступает за то, чтобы формальное закрытие программы не означало отказа от проектов, которые не смогли уложиться в установленные сроки.
ANMP призывает к созданию альтернативных механизмов и источников финансирования для текущих работ, чтобы гарантировать, что они не остановятся и не будут скомпрометированы из-за нехватки ресурсов. Ассоциация предлагает найти решения через европейские фонды, в частности Portugal 2030 и другие соответствующие европейские инструменты, либо через государственный бюджет.
Министр экономики и территориального единства Кастру Алмейда поздравил себя с полным выполнением PRR, признав при этом наличие незавершённых проектов. По словам чиновника, эти проекты будут профинансированы государством через PT2030, при этом были удалены только те, выполнение которых было физически невозможно. Министр подчеркнул, что превышение контрактных обязательств не обязательно будет покрываться из государственного бюджета.
Со стороны муниципальных органов основная обеспокоенность заключается в том, чтобы не потратить впустую уже вложенные инвестиции, не скомпрометировать работы, отвечающие конкретным потребностям населения, и гарантировать, что общественные цели, обосновывавшие утверждение проектов, будут фактически достигнуты.

Os municípios pedem ao Governo que se foque na garantia de financiamento para os projetos que não ficaram concluídos com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), lembrando que há ainda investimentos em curso que arriscam ficar numa indefinição com o fim do prazo do programa europeu.
Em comunicado, a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) lembra o papel que as autarquias tiveram na execução do PRR, mas alerta para a necessidade de “garantir a continuidade dos investimentos que se encontram em execução”, isto numa altura em que o prazo de execução chega ao fim.
“A ANMP acompanha o balanço positivo hoje apresentado pelo Governo e a confirmação de que as metas do PRR foram cumpridas. Contudo, entende que o encerramento formal do PRR não pode significar o fim dos investimentos nem deixar sem resposta os projetos e as obras que, estando em curso, não conseguem cumprir os prazos de elegibilidade do Plano”, lê-se no comunicado.
Como tal, urge garantir “mecanismos e fontes de financiamento alternativos para as obras em execução, assim assegurando que não ficam paradas ou comprometidas por falta de financiamento e não afetam a gestão normal das autarquias locais”, completa.
A nota da ANMP surge no dia em que o ministro da Economia e Coesão Territorial se congratulou em conferência de imprensa pelo cumprimento na íntegra, como classificou, da execução prevista no PRR, embora admitindo que havia projetos ainda incompletos. Castro Almeida falou em projetos que o “Estado financiará com recurso ao PT2030” e que só foram retirados “os que não eram fisicamente possíveis executar”.
Como tal, o excesso contratualizado de forma a garantir a execução plena do envelope do PRR não terá de vir obrigatoriamente do Orçamento do Estado, reforçou. Ainda assim, o ministro não especificou de que forma seriam financiados estes investimentos.
Do lado dos municípios, “a Associação defende que sejam encontradas alternativas de financiamento, seja através dos fundos europeus, designadamente do Portugal 2030 e de outros instrumentos europeus adequados, seja através do Orçamento do Estado, que garantam os recursos necessários à conclusão total das obras”.
“Está em causa não desperdiçar o investimento já realizado, não comprometer obras que respondem a necessidades concretas das populações e garantir que os objetivos públicos que justificaram a aprovação dos projetos são efetivamente cumpridos”, remata.