O SC Silvalde prepara a temporada 2026/2027 com José Resende no comando técnico e várias indefinições no plantel. Depois de uma época marcada por diferentes contratempos, mas que terminou com a presença na final da Taça Complementar, o clube procura agora cinco ou seis jogadores para completar o grupo e assume o próximo campeonato como um ano de transição.
A apresentação da equipa está marcada para quinta-feira, 27 de agosto, na sede do clube, enquanto o primeiro treino acontecerá dois dias depois. José Resende continuará à frente dos silvaldenses. O técnico recebe, contudo, um grupo ainda por fechar, depois de o SC Silvalde ter terminado 2025/2026 com poucas opções disponíveis.
A situação agravou-se durante o defeso, quando quatro jogadores que inicialmente tinham manifestado disponibilidade para continuar acabaram por sair. Para José Saxe, presidente do clube, esta realidade reflete também uma mudança na relação dos atletas com os emblemas. “Estes jogadores mais novos, pelo menos alguns, não têm compromisso. É um termo um bocado pesado, mas são tão novos e já parecem mercenários”, critica.
O número reduzido de jogadores já tinha condicionado o trabalho na reta final da última época, chegando a criar dificuldades para realizar os próprios treinos. Para evitar novamente esse cenário, a direção pretende construir um plantel com 14 ou 15 elementos e calcula que ainda necessita de cinco ou seis reforços.
A pré-época poderá ajudar a encontrar algumas dessas soluções. Vários jogadores terão oportunidade de trabalhar com a equipa e convencer José Resende a integrá-los definitivamente no grupo. Ainda assim, a preocupação estende-se à formação. “Estamos com problemas sérios. Não só nos seniores. Nos juniores também estamos e, se calhar, ainda mais aflitos”, reconhece José Saxe.
As dificuldades surgem depois de uma temporada particularmente atribulada. O falecimento de um atleta, as alterações no comando técnico e os problemas relacionados com as instalações marcaram 2025/2026. Apesar desse contexto, o SC Silvalde chegou à final da Taça Complementar e ficou a poucos segundos de levar a decisão para outro desfecho, sofrendo o golo da derrota a 15 segundos do final.
Lutar sem casa própria
A ausência de instalações próprias continua igualmente a condicionar o clube. Na época passada, os problemas na Nave Desportiva provocaram adiamentos de jogos e deixaram a equipa sem treinar em algumas ocasiões. Desta vez, os constrangimentos fazem-se sentir ainda antes do início da competição, uma vez que o jogo de apresentação terá de ser realizado em Maceda por falta de um espaço disponível no concelho.
Para José Saxe, esta é uma desvantagem difícil de ultrapassar perante adversários que dispõem de casa própria. “Não temos o pavilhão, nem a Nave, nem Cassufas. Não temos lugar. Isto faz algum sentido? Não faz”, lamenta. Neste cenário, o SC Silvalde evita estabelecer a subida como uma obrigação. Chegar à fase de campeão seria já um passo importante e permitiria depois discutir objetivos mais ambiciosos. A possibilidade de subir de divisão permanece, ainda assim, presente. “É sempre um sonho, é sempre uma vontade. Trabalha-se nesse sentido”, garante José Saxe.
A prioridade será, por isso, formar um plantel capaz de responder às exigências da temporada e procurar colocar novamente o clube na discussão pelos lugares cimeiros. “Se tivermos a felicidade de conseguir resultados e pontos suficientes para chegar à fase de campeão, assim seja”, conclui.




