Необъявленный прилёт американского военного самолёта в Москву во вторник вызвал интенсивные дипломатические спекуляции, впоследствии подтверждённые президентом Дональдом Трампом как визит директора ЦРУ Джона Рэтклиффа. В Белом доме попытались преуменьшить значимость этого эпизода, классифицировав поездку как почти рутинную, хотя совокупность критических вопросов на повестке дня указывает на момент высокой стратегической чувствительности между Вашингтоном и Кремлём.
Согласно информации, представленной The Wall Street Journal, миссия Рэтклиффа носила характер предупреждения, с которым Москве была передана месседж о сдерживании возможных агрессивных действий против стран НАТО. Повестка дня также затронула напряжённость на Ближнем Востоке, в частности влияние Ирана и риск новых санций в случае продолжения нарушений судоходства в Ормузском проливе. Для обеспечения переговоров Вашингтон поддерживал предварительные контакты с союзниками, при этом Украина была заблаговременно проинформирована и попросила о временном сокращении наступательных операций на время встреч.
Кремль категорически отверг сообщения о якобы имевшем место ультиматуме в отношении НАТО. Пресс-секретарь российского президента Дмитрий Песков охарактеризовал эти новости как тревожные истории, лишённые связи с реальностью, и
A aterragem não anunciada de um avião militar dos Estados Unidos na capital russa, na passada terça-feira, desencadeou uma intensa vaga de especulação diplomática nos bastidores da política internacional. O mistério em torno da identidade dos passageiros foi desfeito nas horas seguintes pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que confirmou a presença do diretor da CIA, John Ratcliffe, em solo russo. Embora a Casa Branca tenha procurado desdramatizar o episódio, rotulando a deslocação de “quase rotineira”, a convergência de temas críticos em cima da mesa indica um momento de alta sensibilidade estratégica entre Washington e o Kremlin
Avisos sobre a NATO e o dossier do Médio Oriente
Apesar do tom cauteloso das declarações oficiais, informações avançadas pelo The Wall Street Journal revelam que a missão de Ratcliffe teve contornos de aviso preventivo. O chefe das secretas norte-americanas terá transmitido a Moscovo uma mensagem clara de dissuasão quanto a qualquer eventual ação agressiva contra países da NATO. Em simultâneo, a agenda do encontro terá abrangido as crescentes tensões no Médio Oriente, designadamente a influência do Irão e o risco de novas sanções económicas caso a circulação no Estreito de Ormuz continue a ser perturbada.
Para viabilizar as conversações diretas em Moscovo com a necessária margem de segurança, Washington manteve contactos prévios com os aliados. Fontes ucranianas confirmaram que Kyiv foi informada antecipadamente sobre a presença da delegação da CIA em território russo, tendo-lhe sido solicitado um alívio temporário nas operações de ataque durante o decorrer das reuniões.
Kremlin nega intenções agressivas e acusa a Europa
A reação oficial de Moscovo surgiu pela voz do porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, que rejeitou categoricamente os relatos sobre um suposto ultimato em relação à Aliança Atlântica. Classificando as notícias como “histórias alarmistas” desprovidas de adesão à realidade, Peskov inverteu a responsabilidade da tensão geopolítica, acusando os governos europeus de adotarem uma postura hostil e agressiva contra a Rússia.
Trump afiança estabilidade e serviços de informação europeus descartam ataque
Na Sala Oval, Donald Trump reforçou a ideia de entendimento direto com o Kremlin, revelando ter mantido “boas conversas” com Vladimir Putin. O chefe de Estado norte-americano garantiu aos jornalistas que o líder russo não tenciona atacar qualquer território coberto pelo Artigo 5.º da NATO, insistindo que ambas as partes demonstram interesse em encontrar uma via para o fim do conflito na Ucrânia.
Esta avaliação encontra eco junto das secretas europeias. Fontes dos serviços de informação do continente confirmaram, sob anonimato, que não existem indícios operacionais ou movimentações de tropas que sugiram a preparação de uma ofensiva militar russa contra países da União Europeia ou da NATO, afastando, para já, o cenário de um confronto direto.
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