Реформа пенсий. Договор между поколениямиФото: Matthias Zomer на Pexels
Экономика

Реформа пенсий. Договор между поколениями

Jornal Económico28 августа 2026 г. в 07:40

Был опубликован доклад «Реформа пенсий в Португалии: Устойчивая, Адекватная и Справедливая система — Договор между поколениями», в котором утверждается, что общественная дискуссия должна сосредоточиться на транспарентности обязательств пенсионной системы, а не только на вопросе слияния Общей кассы пенсионного обеспечения государственных служащих и системы социального обеспечения. В докладе предупреждается, что консолидированное сальдо двух взносооблагаемых режимов было отрицательным во все годы с 2014 по 2025 год, и что непрозрачный учёт не устраняет расходы, а лишь молчаливо определяет, кто заплатит по счетам.

В документе рассматривается серьёзная демографическая проблема, с которой сталкивается Португалия: коэффициент демографической нагрузки пожилым населением вырастет с 39 до 73 на каждые 100 трудоспособных к концу века. Тот, кому сегодня тридцать лет, будет делать взносы дольше, получать пропорционально меньше и платить через налоги за обязательства, принятые до того, как он достиг возраста голосования. В докладе говорится о межпоколенческой справедливости не как об абстрактной ценности, а как о конкретном определении того, кто останется с этим счётом.

Прежде чем представить предложения, доклад устанавливает незыблемые гарантии: сохранение приобретённых прав и выплачиваемых пенсий, сохранение распределительного финансирования государственных взносооблагаемых систем, отсутствие потолка взносов, добровольные дополнительные системы, а также определение источников финансирования для каждого признанного обязательства без накопления скрытого долга для будущих поколений.

Ключевое предложение — переход к режиму номинальных накопительных счетов с установленными взносами, который не

Quem defende que se adie não está a evitar a reforma: está a escolher que ela seja feita mais tarde, com menos margem e em piores condições. E é exatamente aí, e só aí, que os direitos adquiridos ficam verdadeiramente em risco.

Transparência
Saiu o Relatório “Reformar as Pensões em Portugal: Por um Sistema Sustentável, Adequado e Justo – um Contrato entre Gerações”*. Entretanto, o debate público centrou-se muito numa pergunta que não é a mais importante – fundir ou não fundir a CGA com a Segurança Social, e se tal é sequer possível.
É um engodo ficarmos presos nesse debate e não no debate de responsabilidade. O que o Relatório defende, do princípio ao fim, é transparência das responsabilidades, até para consciência e planeamento para o seu pagamento. As contas do sistema têm de ser sempre vistas como um todo, porque só assim se sabe quanto custa o quê, quem paga ou para a quem se transfere a factura. Olhar para uma parte isolada do sistema não é opção. O compromisso inabalável na análise dos sistemas de previdência tem de ser com a transparência, até para planeamento do pagamento das responsabilidades
Assim, o saldo consolidado dos dois regimes contributivos foi negativo em todos os anos entre 2014 e 2025. Nada disto é uma opinião sobre o futuro. É o registo do que já aconteceu. Contas opacas não fazem a despesa desaparecer – escolhem, não democraticamente e em silêncio, quem a paga.
A história não altera
as responsabilidades
Uma discussão espúria que tem entorpecido o debate útil das propostas é a do contexto histórico de “porque é que o Estado enquanto empregador não transferiu…”. Mas a análise histórica ou a “pseudo-acusação” de que “os senhores não explicam que o que aconteceu foi porque o Estado…” não altera em rigorosamente nada a resposta ao que se tem de fazer, aos euros que se têm de pagar das responsabilidades assumidas. Esse tempo seria melhor despendido a tratar de soluções. Não se está a acusar ninguém. Está-se a enfrentar pragmaticamente que se tem de pagar.

A conta entre gerações
O desafio demográfico é grande e grave. O rácio de dependência de idosos passa de 39 para 73 por cada 100 ativos até ao final do século. Quem hoje tem trinta anos vai descontar mais tempo, receber proporcionalmente menos e pagar, por via fiscal, responsabilidades que foram assumidas antes de ter idade para votar nelas. É isto que está em causa quando o Relatório fala de justiça intergeracional: não um valor abstrato, mas a identificação de quem fica com a conta.
Garantias antes das propostas
É por isso que o Relatório fixa, antes das propostas, os princípios:
“As reformas aqui apresentadas não são um programa de rutura nem de privatização do Estado social, mas de reforço da sua solidez, da sua adequação, da sua solidariedade para com os mais desfavorecidos, da sua transparência e da sua justiça intra e intergeracional.”
Estas reformas assentam num conjunto de garantias inegociáveis:
– preservação dos direitos adquiridos e da pensões em pagamento;
– manutenção do financiamento em repartição dos sistemas públicos contributivos;
– ausência de plafonamento;
– sistemas complementares voluntários;
– não acumulação de dívida implícita para as gerações futuras: cada direito reconhecido deve ter financiamento identificado,
– valorização da natalidade e correção da desigualdade de género.
O leitor não precisa de estar muito atento para perceber que não foi este o retrato que muitos tentaram dar, em manobras dilatórias que essas, sim, agitaram receios.
Sobre estas garantias assenta um compromisso de método: o de que a reforma se faz dando os incentivos certos, e não por imposição. Com consensos alargados e estabilidade. Um verdadeiro contrato entre gerações. Só assim será possível uma mudança credível e sustentada, como foi e está a ser possível em diversos países desenvolvidos.

Contas individuais sem
privatização e com garantia
Quanto às propostas, são muitas e merecem debate. A mais estruturante é a passagem a um regime de contas nocionais de contribuição definida, que não é capitalização nem privatização: cada trabalhador passa a ver, numa conta individual, o que descontou ao longo da vida, enquanto essas contribuições continuam a pagar as pensões de hoje. Ganha-se previsibilidade e ganha-se apropriação do esforço contributivo. Associado a esse regime fica uma Garantia Integrada para a Velhice, que protege sobretudo as carreiras mais curtas e mais fragmentadas.

Poupar ao longo de toda a vida
Nos restantes pilares, complementares e todos voluntários, o Relatório propõe planos de pensões profissionais de adesão automática, com liberdade de saída; uma conta poupança-reforma para os mais jovens, que transforma pequenos montantes mensais em capital, com um diferencial para as famílias com menores poupanças e um avanço prático na literacia e nos incentivos; novos instrumentos de dívida pública de retalho com fins previdenciais; um programa de poupança através do consumo; e soluções reguladas de mobilização da riqueza imobiliária, num país em que 88,8% do património das famílias está em ativos reais e apenas 11,2% em ativos financeiros (“ricos em património, mas pobres em liquidez”). São propostas para todos os ciclos de vida, num conjunto coerente e diversificado.
Pensões, poupança
e economia
Este é, também, um programa com impacto na economia. Mais poupança de longo prazo é mais investimento e mais financiamento estável da economia. Mais transparência sobre o que cada um desconta é um maior incentivo à declaração de rendimentos e à participação no mercado de trabalho formal. Maior poupança interna é mais autonomia estratégica no financiamento do Estado. E políticas redistributivas mensuráveis e auditáveis são a condição para que a redistribuição seja escrutinada democraticamente.

Sem experimentalismos
e com pontes
Outros países europeus estão a fazer isto há anos. Temos, assim, convergência com o Livro Verde e com o Tribunal de Contas e, sobretudo, o conforto das fontes e dos exemplos de países que nos permitem fazer propostas e uma reforma séria e sem experimentalismos. Esta é uma daquelas matérias em que o ruído sugere maior divergência e em que o bater com a mão no peito só prejudica a resposta aos desafios que temos pela frente. O que falta não é diagnóstico: é compromisso e decisão.

A transparência
e o conhecimento
protege as pensões
Quero voltar ao argumento de que falar destas contas é assustar as pessoas. É o contrário. A confiança é o ativo fundamental de um sistema de repartição, e a confiança não se protege escondendo as contas nem adiando as decisões: protege-se com transparência e auditabilidade, prevenindo com tempo e mostrando exatamente o que se está a fazer e porquê. Irresponsável é deixar que a conta chegue sozinha, mais tarde, sobretudo a quem nem teve voto na matéria. Porque se as reformas são sagradas, são sagradas também para as novas gerações.

Похожие статьи

Экономика

Доверие является экономическим фактором

В этой статье рассматривается доверие как фундаментальный экономический фактор в современных организациях, утверждается, что оно снижает транзакционные издержки и способствует сотрудничеству. В тексте упоминаются принципы корпоративного управления G20/ОЭСР, критикуется португальское законодательство, допускающее создание компаний с уставным капиталом всего в один евро, и выделяется случай с Barclays, оштрафованным бринамским FCA за недостатки в управлении рисками отмывания денег. Автор приходит к выводу, что качество управления влияет на стоимость капитала и что хорошо разработанные механизмы контроля защищают производительность, подчёркивая, что создание богатства зависит от сочетания таланта, инвестиций, инноваций и производительности.

Eco28.08.26, 09:30
Экономика

Несколько муниципалитетов отказываются от сервисов электросамокатов

Несколько португальских муниципалитетов прекращают услуги аренды электросамокатов, а компании сектора заявляют, что адаптируют свои сервисы к различным правилам, установленным каждым муниципалитетом. Эта тенденция поднимает вопросы о будущем совместной мобильности в Португалии и проблемах местного регулирования.

Diário de Coimbra28.08.26, 09:19
Экономика

Инвестиции в доступность: модернизация Дворца правосудия в Лиссабоне

Министерство юстиции через IGFEJ объявило об инвестициях в размере 551 800 евро на модернизацию и замену десяти лифтов в Дворце правосудия в Лиссабоне. Работы сроком 150 дней охватят большое и малое здания, где три лифта будут заменены, а семь модернизированы. Цель — устранить недостатки, сократить поломки, улучшить доступность и обеспечить более эффективное государственное обслуживание для судей, сотрудников и граждан.

Notícias Portugal28.08.26, 09:11
Precisa de abastecer? Próxima semana deverá trazer subida e descida nos preços dos combustíveis
Экономика

Нужно заправиться? На следующей неделе ожидается рост и падение цен на топливо

На следующей неделе ожидаются изменения цен на топливо, при этом некоторые категории топлива подорожают, а другие подешевеют. Обновление указывает на то, что потребители должны следить за изменениями цен на автозаправочных станциях.

SIC Notícias28.08.26, 09:08